BC reduz juro básico a 34,5% ao ano
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) confirmou ontem a queda nas taxas de juros. Em sua primeira reunião ordinária neste ano, o Copom fixou em 34,5% ao ano a Taxa Básica do Banco Central (TBC) e em 42% ao ano a Taxa de Assistência do Banco Central (TBAN). O BC não vai mais divulgar as taxas mensais correspondentes à TBC e TBAN.
As novas taxas entram em vigor hoje e devem valer até o dia 4 de março, quando está prevista nova reunião ordinária do Copom. A taxa anterior, em vigor até o dia de ontem, era de 38% para a TBC (2,72% ao mês) e de 43% para a TBAN (3,03% ao mês). A queda corresponde a 3,5 pontos percentuais na TBC e de apenas um ponto percentual na TBAN.
Segundo a assessoria de imprensa do BC não existe mais taxa mensal. Propositadamente, o BC divulgou, no mês de dezembro, o cronograma das reuniões ordinárias do Copom durante o ano, sempre com intervalo de cinco a seis semanas entre elas e com variedade também em termos de dias úteis no período. Até a próxima reunião, por exemplo, haverá 23 dias úteis mas, de 4 de março para 15 de abril, data da terceira reunião do ano do Copom, a quantidade de dias úteis sobe para 28.
A trajetória de queda das taxas de juros básica da economia, reiniciada em novembro, não pegou ninguém de surpresa. Ela já vinha sendo anunciada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo próprio ministro da Fazenda, Pedro Malan. O Banco Central, entretanto, foi extremamente cauteloso, pois a queda foi mais simbólica, já que o cenário internacional continua perturbado pela permanência da crise asiática.
O Banco Central foi conservador, como sempre disse hoje o ex-presidente do BC, Gustavo Loyola. O ex-presidente avaliou a decisão como correta e, na sua opinião, nem poderia ser diferente. Sua expectativa é de que a situação problemática na Ásia permaneça por um bom tempo. Embora classifique a atuação brasileira como rápida e firme frente à crise asiática, Loyola lembra que o país continua sendo observado pela comunidade internacional. Os investidores estão de olho na nossa capacidade de enfrentar as crises e na velocidade que conseguimos imprimir às reformas, afirmou Loyola, acrescentando que o nosso ponto fraco continua sendo o fiscal.
Desde 30 de outubro passado, quando se viu forçado a puxar, drasticamente, a taxa de juros - que saltou de 1,58% para 3,05% ao mês, no caso da TBC, e de 1,76% ao mês para 3,23% no caso da TBAN - que o Banco Central recomeçou, logo em seguida, com nova trajetória de queda lenta e gradual da taxa de juros. Na reunião do Copom de novembro, a TBC para dezembro foi fixada em 2,90% e a TBAN em 3,15%. A taxa que vigorou em janeiro também foi um pouco menor, de 2,72% para a TBC e de 3,03% para a TBAN.





