Brasília - A desaceleração da economia no segundo trimestre do ano fez o Banco Central revisar de 4% para 3,5% a projeção de crescimento para este ano, segundo o ''Relatório de Inflação'', divulgado ontem. Além disso, a previsão de inflação de 2006 foi revista de 3,8% para 3,4%, abaixo da meta de 4,5% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No final de agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre foi de apenas 0,5% em relação aos três primeiros meses do ano.
Para a autoridade monetária, a melhora dos indicadores de consumo, como aumento da massa salarial e crédito, colaboraram para que a demanda interna respondesse pelo atual dinamismo da atividade econômica. O BC vê ainda a perspectiva de aumento da capacidade produtiva no país.
''Esse cenário se mostra sustentável para os próximos meses, levando-se em conta as perspectivas tanto para o comportamento da economia mundial quanto para os determinantes da absorção doméstica, como a evolução do emprego, da renda, do crédito e dos investimentos, esses estimulados pelo momento propício à aquisição de máquinas e equipamentos, pelo baixo patamar do risco-país, assim como pelas intenções de ampliação de capacidade produtiva'', diz o documento.
Anteriormente, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), órgão ligado ao Ministério do Planejamento, já tinha revisado para baixo a previsão de crescimento da economia, passando de 3,8% para 3,3%. O mesmo ocorreu com a Confederação Nacional da Indústria (CNI),que reduziu a projeção de 3,5% para 2,9%.

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