BC quer mais segurança para a cédula de R$ 50
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quarta-feira, 27 de agosto de 2003
Adriana Fernandes<br> Agência Estado 
Brasília - A falsificação da nota de R$ 50 está aumentando. Em 2002, o Banco Central registrou 180 mil notas falsificadas e, este ano, as notas falsas de R$ 50 identificadas pelo BC já somam até 22 de agosto 168 mil. O chefe do Departamento de Meio Circulante do BC, José dos Santos Barbosa, informou que o banco está trabalhando para dotar a cédula de R$ 50 com novos instrumentos de segurança. A nota poderá, inclusive, ser modificada.
A cédula verdadeira tem fio de segurança (magnético de cor escura embutido no papel), marca d'água (observando contra a luz é vista na área branca a figura da República), fibras luminescentes (pequenos fios espalhados pelo papel que se tornam visíveis na cor lilás, quando expostos à luz ultravioleta), impressão em alto-relevo (a figura da República, a tarja contendo a palavra ''Reais'', os números indicativos de valor e o nome ''Banco Central do Brasil'' possuem alto-relevo), registro coincidente (olhando contra a luz se observa que o desenho das armas nacionais aparecerá completo, fazendo com que a parte impressa de um lado se ajuste perfeitamente à do outro lado) e fibras coloridas (são pequenos fios espalhados pelos dois lados da nota nas cores vermelho, verde e azul).
Na esteira do filme ''O Homem que Copiava'', o Banco Central (BC) aproveitou para intensificar a campanha educativa de alerta contra a falsificação da nota de R$ 50. Dirigido pelo cineasta Jorge Furtado e rodado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o filme conta a história de um jovem que trabalha numa copiadora e falsifica notas de R$ 50 na tentativa de arrumar dinheiro para conquistar a mulher por quem é apaixonado.
Um folheto do BC ''Aprenda a reconhecer o verdadeiro Real. Todo mundo só tem a lucrar com isso'', com informações sobre a forma de identificação das notas verdadeiras, vem sendo distribuído em algumas salas de cinema onde o filme está sendo exibido nas principais capitais do País. A nota de R$ 50 é hoje a mais falsificada.
''Verificamos a possibilidade de uma propaganda gratuita de esclarecimento'', disse Barbosa. Segundo ele, o filme deu um ''bom ibope'', chamando a atenção para o problema da falsificação. ''Está dando certo. As pessoas estão prestando mais atenção. O crime não compensa''.


