Agência Estado
De Brasília
O governo quer forçar os bancos a baixar as taxas de juros cobradas no cheque especial. Estudos com este objetivo estão sendo conduzidos pelo Banco Central. ‘‘O cheque especial é quase um monopólio’’, afirmou o diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo. ‘‘Não estamos satisfeitos com o que tem acontecido’’.
A insatisfação é com fato destas taxas estarem na contramão da redução. Entre dezembro e janeiro, somente as taxas do cheque especial subiram enquanto nas demais operações de crédito houve redução. No crédito pessoal, por exemplo, a retração foi de 6,2 pontos percentuais, passando de 89,4% ao ano para 83,2% ao ano. Já as taxas do cheque passaram de 138,8% para 145,1% ao ano.
Figueiredo disse que ‘‘o caminho é pela concorrência’’. A idéia é agir na parcela do ganho dos bancos. Ou seja, no ‘‘spread’’, que é a diferença entre a taxa de captação e a taxa final cobrada do cliente. Nos 145,1%, o spread é de 127,1%.
Desde outubro, quando o governo baixou um pacote de 21 medidas para a redução dos juros, a avaliação do diretor é que houve ‘‘avanço significativo’’. Considerando todas as operações de crédito, houve uma redução de 10,5 pontos percentuais na taxa média até janeiro. Em outubro a média estava em 70,6% ao ano e chegou a 60,1% ao ano no mês passado. Nesta média, o spread é de 42,1%.

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