O Banco Central projeta investimentos diretos de US$ 60 bilhões (3,9%) para 2016. Em relação às transações correntes, espera nova queda no deficit, para US$ 41 bilhões (2,7% do PIB). Para janeiro, o BC projeta um deficit em transações correntes de US$ 6,7 bilhões, cerca de metade do verificado no mesmo mês de 2015. "Há uma sinalização da continuidade desse processo de ajuste", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. Ele atribuiu a redução no resultado negativo em 2015 a fatores conjunturais e estruturais. No primeiro caso, destacou a alta do dólar e a menor demanda por bens e serviços do exterior. No segundo, destacou o regime de câmbio flutuante e a mudança no perfil do passivo brasileiro, que deixou de ser predominantemente de dívida e, agora, é formado principalmente por investimentos no país. "Nos anos 80 e 90, em momentos de crise, você tinha um gargalo na conta de juros, o que agravava a situação. Hoje, não. Investidores são quase como sócios. Em momentos adversos, o fluxo de lucros e dividendos se retrai, que é o que observamos [em 2015]", afirmou. Maciel disse ainda que, no final de 2014, o deficit externo era uma preocupação na cabeça dos analistas financeiros e que, hoje, essa preocupação está bastante atenuada. (E.C./Folhapress)

mockup