BC produzirá mais notas e moedas
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quarta-feira, 12 de março de 2008
Isabel Sobral<BR>Agência Estado 
Brasília - Uma pesquisa divulgada ontem pelo Banco Central ouviu a população sobre conservação, hábitos de uso de cédulas e moedas e itens de segurança, cujas respostas servirão para a definição de ações e políticas do banco em relação ao dinheiro em circulação no País. Essa foi a segunda vez que o BC encomendou a pesquisa O brasileiro e sua relação com o dinheiro que ouviu 2.041 pessoas, em outubro do ano passado, contemplando todas as 26 capitais e o Distrito Federal na amostragem. A primeira foi realizada em 2005.
O chefe do Departamento de Meio Circulante do BC, João Sidney Figueiredo, anunciou que o banco vai produzir mais cédulas de R$ 2 e de R$ 5, sem revelar quantidades, e também deverá trabalhar com a rede bancária para que aumente a disponibilidade dessas notas à população.
A pesquisa indicou que as pessoas gostariam de ter mais acesso a cédulas desses valores e uma parte até aceitaria ter esses valores em moedas. O que derruba a idéia de que os brasileiros não gostam de levar moedas, comentou Figueiredo. Ele revelou ainda que o BC deverá colocar em circulação até o final do ano uma quantidade de 400 milhões de moedas de R$ 1. Atualmente, há 900 milhões em circulação. A pesquisa revelou que as pessoas sentem falta de moedas de R$ 1.
O técnico do BC informou ainda que o órgão gasta por ano em média R$ 140 milhões para substituir notas desgastadas pelo uso e outros cerca de R$ 40 milhões para produção de novas. Cerca de 80% do nosso gasto é com substituição, daí a importância de reforçar à população alertas sobre a boa conservação do dinheiro, declarou. O tempo médio de durabilidade das cédulas varia de 12 meses a três anos, a depender do valor e do grau de velocidade de circulação das notas.
Em 2007, o BC colocou uma quantidade de 1,7 bilhão de cédulas em circulação (incluindo novas e substituição) e a previsão este ano é que o número chegue a 1,9 bilhão. Já em relação às moedas, foram colocadas pelo BC no ano passado 1,1 bilhão e este ano a previsão é de 1,25 bilhão de novas moedas.
Mais da metade da população brasileira recebe seus salários em dinheiro e prefere essa forma de pagamento para quitação de dívidas e realização de compras, segundo a pesquisa divulgada hoje pelo BC. Figueiredo afirmou que a existência de alguns setores da economia onde é mais utilizado o dinheiro em espécie - como a remuneração por serviços domésticos e locais onde prevalece a economia informal - explica a preferência pelo uso do dinheiro. Além disso, a estabilidade econômica e a redução dos juros também contribuem para isso, completou.


