BC prevê queda da dívida pública
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quinta-feira, 24 de agosto de 2000
Das agências De Brasília 
O governo poderá fechar 2002 com uma dívida variando entre 40% e 42% do Produto Interno Bruto (PIB), mostrando uma redução em relação aos 47,4% registrados em maio último. De acordo com o estudo divulgado ontem pelo Banco Central (BC) a investidores estrangeiros, esse resultado poderá ser obtido com um superávit primário das contas do setor público de 3% do PIB, um valor bastante próximo à meta de 2,7% do PIB fixada pelo governo para 2002.
O estudo feito pelo BC também mostra que há bastante espaço para que o governo aumente seus gastos no longo prazo. As projeções feitas mostram que não é necessário manter em 3% do PIB o superávit das contas públicas, pois se o esforço for mantido, o governo pode chegar a 2010 com a dívida inferior a 20% do PIB, um porcentual bastante reduzido.
Com um superávit entre 1% e 1,5% do PIB, o governo conseguirá reduzir a dívida para um intervalo entre 41% do PIB e 28% do PIB em 2010, dependendo das taxas consideradas para o crescimento da economia e as taxas de juros no período nas projeções feitas. Isso quer dizer que a equipe econômica tem perspectivas de reduzir o aperto nas contas num valor equivalente a 1,5% do PIB
PrevisãoO ministro Pedro Malan, da Fazenda, disse ontem que está ao alcance do País registrar taxa de crescimento médio na economia de 4,5% ao ano no triênio 2000-2003. Ele afirmou que a economia terá um crescimento de 40% no período de 1992 a 2002. O ministro disse que a taxa de desemprego está em queda há cinco meses consecutivos, contrariando projeções de alguns analistas feitas no segundo semestre do ano passado. Ele apontou esse dado como um indicador da retomada da atividade industrial no País. Malan afirmou que a inflação deve ficar em 6% em 2000, em 4% em 2001 e em 3,5% em 2002.


