BC prevê juro menor e crescimento
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terça-feira, 11 de março de 2003
Jamil Chade<br> Agência Estado 
Genebra As reformas que estão sendo propostas pelo governo possibilitarão a queda das taxas de juros e darão o espaço necessário para que a economia tenha um crescimento mais acentuado nos próximos anos. A avaliação é do diretor de assuntos internacionais do Banco Central, Benny Parnes.
Em entrevista durante sua passagem pela Suíça para a reunião do Banco Internacional de Compensações, o diretor apontou ontem que essas iniciativas do governo irão gerar um aumento na produtividade da economia e darão mais espaço para investimentos governamentais em saneamento, educação e saúde.
As reformas consideradas fundamentais por Parnes são as da Previdência, a tributária, a regulamentação da autonomia do BC e a aprovação da lei de falências. ''Isso tudo vai gerar um crédito maior para a economia o que, no futuro, possibilitará até mesmo a queda de impostos'', afirmou Parnes, que não esconde que considera a carga tributária no Brasil alta para uma economia emergente.
Segundo ele, a ''armadilha'' de crescimento baixo também será superada com as reformas. Parnes ressaltou, porém, que mesmo diante das turbulências, a economia nacional conseguiu mostrar que consegue reagir.
Para o curto prazo, o diretor não tem dúvidas em defender a política econômica adotada pelo governo. Segundo ele, trata-se da ''única estratégia possível'' para conseguir fazer os ajustes necessários e combater a inflação. ''Nossa política consiste na adoção de um câmbio flutuante e em uma política fiscal e monetária austera e conservadora. Não conheço outra alternaitva'', disse Parnes, que afirmolu desconhecer um suposto Plano B para a economia.
Na avaliação do diretor, o Risco Brasil está em queda e a avaliação dos mercados sobre o País melhoram por três motivos: a economia está mostrando sua capacidade de se ajustar, o novo governo reafirmou a manutenção da política macroeconômica e o mercado ficou surpreso com vontade do governo em promover reformas. ''Vemos que estamos ganhando a confiança dos investidores a cada dia que passa'', concluiu.


