BC nega recessão e prevê retomada do crescimento
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quinta-feira, 28 de agosto de 2003
Sandra Manfrini<br>Agência Folha 
Brasília O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) avaliou, em sua última reunião, que a atividade econômica não se encontra em quadro recessivo. Apesar da utilização da capacidade instalada na indústria estar estabilizada em 80% e a taxa de desocupação estar em 13%, para o BC, ''não se trata propriamente de um quadro recessivo na atividade econômica''.
De acordo com a ata da reunião do Copom, divulgada ontem pelo BC, a desaceleração ainda não é generalizada e algumas atividades importantes, como a agricultura e setores ligados à exportação, estão apresentando taxas elevadas de crescimento.
A avaliação feita é de que as perspectivas para o desempenho da economia no segundo semestre deste ano são melhores que as dos primeiros seis meses do ano. ''A atividade econômica, particularmente no último trimestre de 2003, deverá se beneficiar dos efeitos dos cortes na taxa de juros básica nas últimas três reuniões do Copom (junho, julho e agosto) e da redução recente no recolhimento compulsório sobre depósitos à vista (de 60% para 45%)'', diz a ata da reunião.
Além disso, o Copom vê no aumento dos rendimentos reais, o que deverá ocorrer com a queda da inflação, um fator importante para a sustentação da retomada da atividade econômica.
Esse crescimento esperado para o segundo semestre, de acordo com ata, se dará a partir de uma base de comparação mais deprimida. ''Isso permitirá que a recuperação ocorra de forma balanceada, com retomada do consumo e investimento e sem geração de pressões inflacionárias significativas'', diz o documento.


