BC não cederá a pressão, diz Palocci
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segunda-feira, 26 de maio de 2003
Eduardo Cucolo<br> Agência Folha 
São Paulo O ministro Antonio Palocci (Fazenda) afirmou ontem que o Banco Central (BC) não vai ceder a pressões políticas para reduzir as taxas de juros, pois isso contraria a posição do governo de dar autonomia à instituição. ''O Banco Central responde à pressão da inflação, e não da política'', afirmou. ''O BC do nosso governo já é autônomo'', disse o ministro durante entrevista ao programa ''Bom Dia Brasil'', da Rede Globo.
Segundo ele, o governo continuará tentando aprovar no Congresso uma legislação que garanta essa autonomia, mas que, até lá, ela continuará a ser aplicada na prática. O ministro disse também que o governo irá buscar gradativamente o crescimento da economia, mas que não irá mudar suas metas e compromissos com a estabilidade monetária e fiscal. ''Teremos quatro anos de superávit primário de 4,25%'', afirmou.
Ele lembrou que a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2004 prevê uma meta de superávit primário de 4,25% do PIB, a mesma deste ano. É com esse dinheiro ''economizado' que o governo paga os juros de sua dívida. A meta será a mesma para os próximos três anos.
A queda nas taxas de inflação ainda não convenceu o governo Lula de que a luta contra a alta dos preços esteja vencida. Palocci disse que a ameaça de explosão inflacionária já foi afastada, mas que o governo deve manter a sua linha de atuação. ''A luta não está vencida'', afirmou Palocci. ''A inflação permanece alta, apesar de ter registrado queda recente''.


