O Banco Central decidiu manter inalterado o ajuste do pagamento mínimo mensal de cartão de crédito, que subiria para 20% a partir de dezembro. O atual limite, de 15%, iniciado em junho, continua valendo.
De acordo com a assessoria de imprensa do BC, a alteração faz parte do rebalanceamento conduzido nas medidas macroprudenciais adotadas em dezembro do ano passado. ''O Banco Central considera que os atuais 15% são adequados'', informou. Isso não impede que, futuramente, haja uma nova medida que altere esse limite.
A professora de Economia do Instituto Filadélfia (Unifil), Maria Eduvirge Marandola, explica que a medida governamental visa manter a política monetária expansiva. ''O fato de o consumidor ter essa flexibilidade maior faz com que a demanda se mantenha aquecida'', diz. ''Se o limite fosse de 20%, seria necessário que o usuário dispusesse de um recurso financeiro maior para pagamento da fatura, o que provavelmente iria diminuir o consumo'', reitera.
Segundo ela, com a inalteração, o governo pretende manter os níveis de atividade econômica e emprego dentro do patamar já esperado para o final do ano. ''É uma maneira de se precaver frente à crise'', avalia. ''No contexto geral, os 5% são bastante significativos, visto que a política monetária é muito eficiente e obtém resultados muito rapidamente.''
Consumismo
Embora o aumento do limite tenha caído, é necessário que os usuários de cartão de crédito tenham controle sobre os seus gastos. Maria Eduvirges pondera que, se utilizado corretamente, esse meio de pagamento é muito eficaz, entretanto, também pode ser uma arma contra o bolso do consumidor se usado sem controle.
''O governo está dando este fôlego, mas é preciso ter bom senso e não se deixar levar pela euforia de 13º salário e festas de final de ano para não se endividar'', alerta. A dica é programar os gastos dentros do orçamento e pagar o total da fatura no vencimento.

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