O Banco Central liberou ontem uma parcela dos recursos que vão ser injetados no Banestado para o saneamento da instituição financeira, faltando apenas a ratificação da operação pelo Ministério da Fazenda. A informação foi confirmada ontem pelo presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, que espera anunciar nos próximos dias o depósito do dinheiro na conta do banco paranaense. Os recursos virão em forma de títulos federais (LFTAs e LFTBs).
Stephanes preferiu não falar sobre Banestado no dia de ontem, mas pela sua assessoria de imprensa ele negou que o dinheiro já estivesse nos cofres do banco. A informação havia circulado pelos gabinetes da Assembléia Legislativa e dentro do próprio banco.
O presidente da Assembléia, deputado Aníbal Khury (PFL), declarou que uma parcela de R$ 2,6 bilhões chega amanhã no Banestado. ‘‘Parte do dinheiro vai estar sexta-feira no banco’’, afirmou o deputado, que ainda alimenta uma esperança de ver o banco permanecer nas mãos do Estado. Khury telefonou para o chefe de gabinete do presidente do Banestado, Nestor Bueno, de quem obteve a informação sobre a liberação dos recursos.
A diretoria do Banestado e o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, trabalhavam com a hipótese do repasse total dos recursos para o saneamento do Banestado, o que representaria uma entrada única de R$ 4,5 bilhões no banco. Com a totalidade dos recursos seria possível acelerar mais o processo de preparação da instituição para a venda, o que tem de ser feito até o dia 30 de junho deste ano. O tempo é curto e o Banestado tem pressa em viabilizar as operações. O Banco Central preferiu dar apenas uma parcela para checar como vai se dar o trabalho de saneamento.
A equipe do Banco Central que é responsável pelo processo de privatização dos bancos estaduais quer ter a certeza de que o Paraná vai cumprir todos os passos firmados no acordo, no final do ano passado. Uma das exigências é a venda do Banco del Paraná, que é a instituição financeira do Banestado no Paraguai. A diretoria do Banestado marcou para a última semana de março o leilão para vender o controle acionário do Del Paraná, segundo informou ontem um dos diretores do banco. Até a metade de março deve estar concluído ainda o processo de fechamento das agências do Banestado em Nova York e Ilhas Cayman.Arquivo FolhaReinhold Stephanes: verba estará em caixa nos próximos diasCarmem Murara

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