BC libera 1ª parcela para o Banestado
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sexta-feira, 05 de março de 1999
Carmem Murara 
O Banco Central assinou ontem à tarde a liberação de R$ 2,6 bilhões para o saneamento do Banestado. A liberação da primeira parcela e não do bolo total de R$ 4,5 bilhões surpreendeu o governo do Estado e a diretoria do banco que esperavam receber a totalidade do dinheiro. O recurso inicial vem em forma de títulos federais (LFTAs e LFTBs) e vai ser usado com prioridade para retirar o Banestado do sistema interbancário. Não há previsão de quando serão feitos os demais repasses.
O Banestado está tomando diariamente R$ 2 bilhões para fechar suas operações financeiras, o que representa um prejuízo de R$ 2 milhões, em média, por dia. Na segunda-feira saímos do interbancário, comemorou ontem o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, que participou pela manhã da reunião do Conselho Administrativo do Banestado, órgão do qual é presidente. Gionédis afirmou que a prioridade é injetar os recursos para capitalizar o banco paranaense.
O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, confirmou que ainda não há previsão de quando será liberado o restante do dinheiro. Mas ele comemorou a assinatura do Banco Central. Com a liberação da parcela está descartada a federalização, afirmou Stephanes, desmentindo as informações surgidas ao longo da semana, que davam conta de que o banco passaria para as mãos do governo federal. O presidente disse ainda que a injeção de recursos do Banco Central representa um avanço para a privatização.
Mesmo assim, Stephanes pretende pedir a prorrogação do prazo para o leilão do banco, marcado, inicialmente, para acontecer até o dia 30 de junho. Depois da liberação do dinheiro podemos negociar uma nova data, afirmou Stephanes no início da semana, quando não havia ainda a certeza de que o dinheiro chegaria nesta semana.
Na próxima segunda-feira, o presidente do Banestado, o secretário da Fazenda e o vice-presidente e diretor de privatização, José Evangelista de Souza, irão detalhar onde serão aplicados os recursos do Banco Central. O dinheiro liberado terá de ser devolvido ao governo federal num prazo de 30 anos. Assim que o dinheiro chegar, começa a correr o prazo para o pagamento do financiamento.


