Subiram de 5,8% para 6,5% as projeções feitas pelo Banco Central no relatório de inflação do último trimestre do ano para a taxa de inflação em 2001. De acordo com o documento, divulgado ontem, a elevação da previsão deste ano deve-se, sobretudo, ao comportamento da inflação do terceiro trimestre deste ano, que deve se situar 0,70 ponto percentual acima do projetado no último relatório.
O principal fator apontado para a maior taxa neste trimestre foi a depreciação do real ocorrida, que foi superior a 10% no período.
Para 2002, a nova previsão do BC é que a inflação fique em torno de 3,9%. Segundo o relatório de inflação, com um cenário de taxa de juros constante de 19% ao ano, a trajetória central esperada para a inflação em 12 meses mantém-se em torno de 6,5% do 3º trimestre de 2001 até o primeiro trimestre de 2002.
''A partir daí, ela declina monotonamente ao longo de todo o horizonte de previsão'', diz o relatório. Segundo o BC, o efeito combinado de diversos choques já identificados, que atingem a economia neste ano, desvia a trajetória esperada do rumo desejável. ''Dessa forma, a projeção central para 2001 se encontra acima do limite superior do intervalo de tolerância de 6%. Em grande parte, isso se deve ao comportamento dos preços administrados (tarifas públicas), que devem subir 11% em 2001, com contribuição de 3,2 pontos percentuais para a inflação do ano'', diz o documento, confirmando o cenário já previsto na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Para 2002, o BC está prevendo que o aumento das tarifas públicas contribua com 2,3 pontos percentuais, ou 60%, da inflação prevista.

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