Rio de Janeiro - O presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que ''vai olhar com todo carinho'' as sugestões do BID para destravar mecanismos de câmbio para remessas de brasileiros. Segundo ele, vai se verificar o que depende de legislação cambial, e que neste caso não pode ser operado pelo Banco Central, e o que não depende de mudanças legais. O que não depender de alterações em leis, o BC se esforçará para facilitar o envio. ''Esse é um recurso que interessa ao País e é bem-vindo. Pode ajudar muito.''
Meirelles afirmou que a possibilidade de unificar em um só contrato de câmbio as várias remessas desse tipo feitas num só dia está sendo estudada pela área de normas do BC e em outro momento passará para a área de câmbio para ser decidida futuramente.
O coordenador da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Paulo Valle, disse que o governo quer alcançar os brasileiros residentes no exterior como público-alvo das operações de venda de títulos públicos pela Internet, o chamado ''Tesouro Direto''. Valle informou também que o Tesouro não vai oferecer títulos indexados ao dólar pela Internet porque é objetivo do governo reduzir a participação deste tipo de papel no total da dívida pública.
Pesquisa realizada pela FGV mostra que apenas 1% dos brasileiros que vivem em Boston usam bancos para enviar dinheiro ao Brasil. O curioso é que 27% das pessoas usam ''lojinhas'' que vendem produtos brasileiros para fazer remessas. Outros 59% utilizam as empresas especializadas nesse tipo de serviço. Segundo a professora Ana Cristina Martes, da Fundação Getúlio Vargas, a falta de acesso aos bancos pode ser explicada pelo fato de 79% dos brasileiros em Boston não terem nenhum tipo de documento. (Agência Estado)

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