São Paulo Cinco bancos deixarão de fazer parte da lista de ''dealers'' do Banco Central a partir de amanhã, reduzindo de 25 para 20 o número de instituições credenciadas a operar diretamente com o BC. A decisão, mas que só será implementada agora, servirá para reduzir os custos operacionais do BC. Os bancos que deixarão a lista serão os cinco piores classificados em novembro na avaliação feita pelo BC entre os ''dealers'', que ainda não foi concluída.
Em outubro, as instituições pior classificadas foram o ING Bank, o DeutscheBank, o Banco BBA Creditanstalt, o Lloyds TSB Bank e o Banco Brascan. Também estão na lista de dealers o Banco do Brasil, o Citibank, o Bradesco, o ABN Amro, o Unibanco, o Itaú, o Santander, o Safra, o HSBC, o banco Votorantim, o BNP Paribas, o Westlb, o BankBoston, o Credit Suisse, o Fibra, o Pactual, o JP Morgan, o Sudameris, o Societé Generale e o Bilbao Viscaya.
A partir de amanhã, o período de credenciamento de cada dealer passa a ser de seis meses (junho a novembro ou dezembro a maio). A cada período de credenciamento, torna-se obrigatório o rodízio de pelo menos três instituições.
Os ''dealers'' são selecionados entre as instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio por meio de uma avaliação de desempenho que se baseia principalmente no volume de operações de câmbio vinculadas a importações e exportações (peso 3), volume de câmbio financeiro (peso 3) e na qualidade das informações prestadas ao Banco Central (peso 2).
Como ''dealer'', a instituição ganha o direito de participar de leilões de câmbio do BC e participar de reuniões com a autoridade monetária. Já os deveres incluem a prestação de todas as informações requeridas pelo BC sobre o mercado de câmbio, bem como cotações e taxas cambiais, prover liquidez ao mercado de câmbio e atualizar diariamente o BC sobre suas atividades.

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