Agência Estado
De Brasília
O Banco Central interrompeu uma estranha operação fraudulenta de empréstimo externo que, se concretizada, poderia implicar no aval da instituição para uma captação de US$ 1,7 bilhão. A tentativa de golpe, sob apuração de uma Comissão de Processo Administrativo Disciplinar, teria partido de dois funcionários do departamento de Administração de Recursos Materiais do BC (Demap), um deles já aposentado.
Pelo que a Comissão, instalada no último dia 21 de junho, conseguiu apurar até o momento ouvindo os funcionários e coletando documentos, o servidor aposentado Lucier Nolasco Hoffman Irala teria procurado, em outubro do ano passado, o funcionário Carlos Alberto Morais da Silva para que este recebesse e lhe repassasse recados por telefone e fax de bancos estrangeiros. Tudo indica que Lucier estava montando uma operação de empréstimo, usando o colega do Banco Central, que assinava documentos e remetia-os, com carimbo do BC, para o exterior.
Segundo o Banco Central, o negócio em tramitação foi descoberto e interrompido antes que qualquer transação fosse efetuada, porque o banco estrangeiro, desconfiado da importância envolvida e da necessidade de registro no departamento de Capitais Estrangeiros (Firce) consultou o BC.

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