BC indica que Selic está perto da estabilidade
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quinta-feira, 25 de setembro de 2003
Sandra Manfrini<br> Agência Folha 
Brasília O Banco Central (BC) indicou ontem que será menos ousado em relação à política monetária e que a taxa básica de juros da economia brasileira -a Selic- já está próxima da estabilidade após os quatro cortes promovidos nos últimos quatro meses.
De acordo com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a redução da Selic de 26,5% para 20% ao ano entre junho e setembro colocou os juros ''próximos' daqueles que deverão vigorar nos próximos meses. ''Dadas as sucessivas reduções na taxa Selic a partir de junho, a taxa de juros real (Selic menos inflação medida pelo IPCA) tende a se aproximar da taxa que deverá vigorar em médio prazo, quando a economia estiver em uma trajetória de crescimento sustentado com estabilidade de preços'', diz a ata.
Além disso, na ata fica claro que, a partir das próximas reuniões, o Copom deverá ser muito menos ousado do que em agosto e setembro, quando os juros foram reduzidos em 2,5 pontos percentuais e 2 pontos percentuais, respectivamente.
''À medida que essa convergência segue seu curso, adquirem maior peso relativo os riscos associados às incertezas que cercam os mecanismos de transmissão da política monetária, particularmente no tocante às defasagens e magnitudes do impacto de alterações da taxa Selic sobre a inflação. Com essa mudança progressiva no peso relativo dos riscos, o gradualismo na condução da política monetária torna-se cada vez mais importante'', completa.
O Copom explica essa mudança ''no peso relativo dos riscos' com a melhoria da economia. A avaliação é de que haverá um reaquecimento nos próximos meses devido à queda dos juros e a outras medidas tomadas pelo governo e que movimentos muito bruscos nos juros passariam a partir de agora a representar riscos maiores de retorno da inflação.
''O Copom acompanhará atentamente a evolução da demanda agregada, para que o aumento do grau de utilização da capacidade instalada (nas indústrias) se dê em velocidade compatível com a maturação de novos investimentos'', diz o BC na ata.


