O Banco Central garante que não haverá mais nenhuma prorrogação na implantação do sistema. A primeira tentativa de colocar o projeto em funcionamento estava marcada para novembro do ano passado, mas os bancos alegaram que não estavam com os sistemas prontos. Segundo o chefe-adjunto do Departamento de Operações Bancárias do BC, José Antônio Marciano, que esteve na semana passada em Curitiba, não haverá mais atrasos, mesmo com o pedido de instituições de classe do Brasil.
Marciano diz que muitas mudanças terão tempo de carência para aplicação. ‘‘O sistema começa em 22 de abril, mas haverá prazo até agosto para que bancos e correntistas se acostumem. Os bancos terão que oferecer novos serviços para suprir algumas mudanças, e isso virá com o tempo’’, avalia.
Os bancos terão que entrar na linha para deixar as contas correntes que mantêm no BC sempre com saldo. Atualmente, essas contas podem permanecer no negativo. ‘‘É como uma conta de cheque especial, que fica no vermelho, mas sobre a qual o banco não paga taxa nem assina nenhum contrato. É uma grande mordomia que nenhum correntista tem’’, diz Marciano. Segundo ele, a partir de 22 de abril as instituições não poderão mais dormir com a conta negativa, e a partir de junho não será permitido saldo negativo em nenhuma parte do dia.
Com isso o governo federal quer evitar ser responsabilizado por eventuais quebradeiras do setor bancário. Segundo o BC, atualmente o valor do saldo devedor na conta Reservas Bancárias ao longo do dia é em média de R$ 6 bilhões, geralmente coberto às 23 horas de cada dia.

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