Financial Times
O Banco Central Europeu, que em janeiro assumiu a responsabilidade pela política monetária da zona do euro, votou ontem o primeiro aumento na taxa de juros. A principal taxa de refinanciamento, que cobre o bloco de 11 países que unificaram suas moedas, subiu de 2,5% para 3%.
Os analistas dizem que a adoção de uma política monetária mais severa é uma medida preventiva contra as pressões de preços. Outros números divulgados depois da última reunião do banco, duas semanas atrás, demonstravam que o crescimento econômico na Alemanha, França e Itália, três das maiores economias da zona do euro, estava se intensificando.
É provável que o Banco Central Europeu continue a conduzir a política monetária para uma posição de neutralidade, depois de adotar essa medida de regulação da economia. A medida em relação às taxas de juros deve dar força à zona do euro e abrandar os temores do mercado quanto ao crescimento da inflação.
A taxa de juros do Reino Unido subiu um quarto de ponto percentual ontem, chegando a 5,5%. A medida foi uma resposta do Banco da Inglaterra ao risco de alta na inflação.
O banco não fez qualquer declaração depois de anunciar a decisão sobre os juros. A medida era amplamente esperada pelos mercados financeiros depois da divulgação de uma série de dados nas últimas semanas.
Os dados apontavam alta nos preços dos imóveis, forte crescimento nos salários, baixo desemprego e crescimento econômico superior à tendência prevista para o terceiro trimestre do ano.
No entanto a inflação básica do Reino Unido continua abaixo da meta de 2,5%, fixada pelo Banco da Inglaterra. O aumento nos juros aprovado pelo banco central foi o segundo nos últimos três meses. Em setembro, a taxa de juros havia subido de 5% para 5,25%.

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