BC encerra prazo de propostas
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segunda-feira, 31 de julho de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
Terminou ontem no início da noite o prazo para as instituições financeiras entregarem suas propostas para a pré-qualificação ao leilão de privatização do Banestado, previsto para ser feito em meados de setembro. As propostas foram protocoladas no Banco Central em Brasília e na Superintendência das Empresas de Seguros Privados (Susep). O nome e o número de empresas interessadas não foram divulgados pelo Banco Central.
As empresas que se interessaram na compra do banco passarão agora por uma análise do Banco Central, que poderá ou não aceitá-las para participar da compra do banco. O resultado da pré-qualificação será divulgado apenas no dia 21 deste mês, quando a Secretaria da Fazenda será informada da relação. No dia seguinte, a Secretaria anunciará, oficialmente, o resultado.
A pré-qualificação é uma exigência do edital de privatização do Banestado. Após esta etapa, as empresas que forem aceitas terão acesso a todos os dados sigilosos do banco. Esta fase é conhecida como data-room e está prevista para se iniciar no dia 28 deste mês.
A Secretaria da Fazenda havia marcado a venda das ações do governo do Estado no Banestado para o dia 12 de setembro, mas esta data começa a ser novamente questionada. Alguns diretores do banco avaliam que não haverá tempo hábil para fazer o leilão, pois é necessário cumprir alguns prazos que são regulamentados em edital. O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, esteve ontem em Brasília para tratar do assunto.
Outro fator que pode comprometer o calendário de privatização do Banestado é a votação da mensagem do governo do Estado, que destina 10% das ações do banco para os funcionários. A Assembléia Legislativa recebeu o projeto de lei na semana passada. As ações poderão ser adquiridas pela Associação dos Funcionários do Banestado, Associação dos Funcionários Aposentados, pela Grazul (clube dos funcionários da Seguradora Gralha Azul) ou ainda por grupos de funcionários a serem formados.
O Banestado será vendido à iniciativa privada depois de um processo de saneamento, que representou a injeção de R$ 5,8 bilhões por parte do Banco Central.


