BC elevou juros para evitar inflação de 8,5%
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2003
Agência Folha 
Brasília - O Comitê de Política Monetária, do Banco Central (Copom) justificou a alta da taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) de 25% para 25,5% ao ano, anunciada na semana passada, com previsões de que a inflação ficaria acima da meta ajustada para 2003 se essa medida não fosse tomada.
De acordo com a ata da reunião do Copom, divulgada ontem, os exercícios de simulação apontavam para uma inflação ''pouco acima da meta ajustada de 8,5% para 2003' se a taxa de juros fosse mantida em 25% ao ano e a taxa de câmbio se mantivesse próxima ao patamar que prevalecia na véspera da reunião do Copom (R$ 3,4103 por US$ 1).
Gasolina - O litro da gasolina, vendido por cerca de R$ 2,10 nos postos da cidade de São Paulo, deverá sofrer um pequeno reajuste de 0,2% em 2003. A previsão foi feita pelo Copom em sua última reunião.
A previsão anterior, feita em dezembro, era de que os preços da gasolina teriam uma queda de 3,8% neste ano. No entanto, segundo a ata da reunião do Copom, as projeções para os derivados de petróleo estão seguindo a hipótese de repasse do aumento do preço internacional do petróleo e da variação cambial, observada desde o último reajuste de preços.
Para o gás de cozinha de botijão, no entanto, o Copom modificou a projeção de alta dos preços de 2% para uma queda de 1,6% em 2003. Com relação às tarifas de energia elétrica residencial, o Copom continua trabalhando com perspectiva de aumento de 30,3% no ano.
Com isso, as projeções para o aumento do conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados (tarifas públicas e preços monitorados, como o de combustíveis) subiram de 13,04% para 14% em 2003 e de 7,6% para 8% em 2004.
''Em relação às projeções da última reunião, houve uma elevação de 1 ponto percentual para 2003, em consequência, basicamente, da revisão dos reajustes projetados para os itens gasolina, ônibus urbano e álcool.


