BC eleva para US$ 9,2 bi o superávit da balança
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quinta-feira, 25 de novembro de 2004
Renato Andrade<br>Agência Estado 
Brasília O forte desempenho da balança comercial fez com que o governo elevasse, mais uma vez, sua projeção para o resultado esperado para as transações comerciais e financeiras do País com o exterior em 2004.
Pelos novos cálculos feitos pelo Banco Central, as transações correntes este ano deverão acumular um superávit de US$ 9,2 bilhões, mais do que o dobro dos US$ 4 bilhões registrados em 2003. Para 2005, entretanto, a aposta é de um equilíbrio no fluxo de dinheiro que entrará e deixará o País. Em outubro, as contas externas brasileiras registraram um novo recorde para o mês, ao atingir um saldo de US$ 1 bilhão.
Os dados divulgados ontem pelo BC reforçam o otimismo em relação à melhora do quadro das contas externas brasileiras. Nos últimos 12 meses, as transações correntes acumularam um saldo positivo de US$ 10,781 bilhões, o que corresponde a 1,95% de todas as riquezas produzidas no País, o Produto Interno Bruto (PIB). ''Esse valor também é o melhor da série histórica'', comemorou o chefe do Departamento Econômico (Depec) do BC, Altamir Lopes. Os dados sobre as contas externas começaram a ser coletados em 1947.
O endividamento externo também registrou um novo recuo, de 1,2%, passando de US$ 205,5 bilhões, apurados em junho, para US$ 203,2 bilhões, em agosto. ''Esse é o menor valor registrado desde dezembro de 1997'', comentou Lopes.
A dívida externa já caiu mais de US$ 7 bilhões, desde o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em dezembro de 2002, o endividamento externo brasileiro era de US$ 210,7 bilhões.
Projeções O governo acredita que atingirá em 2004 um superávit comercial da ordem de US$ 32,5 bilhões, acima dos US$ 30 bilhões estimados até o mês passado e ainda superior à meta de US$ 32 bilhões feita pelo Ministério do Desenvolvimento. Para 2005, a aposta é que a balança acumulará um saldo positivo de US$ 25 bilhões, com as exportações no patamar histórico de US$ 100 bilhões. Segundo Lopes, essa estimativa é conservadora.
''Estamos apostando num crescimento de 5% para as exportações e de 19,4% no caso das importações'', disse Lopes. A taxa de crescimento das importações reflete a aposta do governo na manutenção do processo de recuperação da atividade econômica do País. O principal efeito dessa melhora econômica será o equilíbrio no saldo das transações correntes.
Pelas projeções do BC, o superávit da conta corrente do País em 2005 ficará próximo a US$ 100 milhões.


