Agência Folha
De São Paulo
Novos índices norte-americanos elevaram a ansiedade sobre a divulgação da política de juros do Federal Reserve (banco central norte-americano). Um relatório divulgado ontem apontou uma alta inesperada de 2% nos gastos com construção civil em dezembro. O dado, segundo o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, reflete gastos que as famílias tiveram para construir ou reformar suas casas.
A atividade industrial norte-americana cresceu em janeiro pelo décimo segundo mês consecutivo, segundo a associação de compradores de produtos industrializados, conhecida pela sigla Napm. O índice da Napm alcançou os 56,3 pontos em janeiro ante 56,8 pontos em dezembro. Qualquer número acima de 50 significa crescimento. Com tantos dados positivos sobre a pujança econômica norte-americana, o mercado tem certeza de que o Fed anunciará a alta nas taxas de juros. A grande questão é de quanto será a elevação.
O aumento – que deve ficar entre 0,25 ou 0,50 ponto percentual, segundo analistas e investidores – deverá ser divulgada hoje à tarde, no final da reunião do comitê de política monetária do Fed. Alan Greenspan, presidente do Fed, promete ficar no centro das atenções da economia norte-americana por pelo menos mais quatro anos. Ontem, enquanto Greenspan conduzia a reunião sobre a política monetária do banco, a Comissão de Assuntos Bancários do Senado norte-americano aprovou sua indicação para mais um mandato. Falta agora a confirmação do Senado.
ExpectativaA bolsa doméstica permaneceu ontem em compasso de espera pela decisão a ser tomada pelo Federal Reserve. Ainda assim, a Bovespa operou em alta por todo o dia – chegou a estar positiva em até 1,75%, antes de fechar em +0,81% – com alguns investidores aproveitando a queda forte de anteontem e o comportamento positivo do Dow Jones ontem para arriscar algumas compras. Mas nada que indicasse um movimento expressivo, como mostra o volume, modesto, de R$ 739 milhões.
O mercado de câmbio manteve uma atitude de cautela e reduziu o ritmo dos negócios. No fim da tarde de ontem, o dólar fechava em alta de 0,39%, cotado a R$ 1,7910.