BC diz que reservas estão protegidas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de maio de 2001
Agência Estado De Brasília 
Na próxima semana, o Banco Central abre o processo para a contratação de bancos privados que administram US$ 1,2 bilhão das reservas internacionais brasileiras. A terceirização da administração desta parcela das reservas começou em outubro do ano passado e seis bancos foram contratados. O Banco Central fará uma avaliação da performance destas instituições, se foi melhor ou pior que a do próprio BC. Em outubro próximo, pelo menos um dos bancos será substituído por outro.
Com novos critérios e parâmetros de aplicação, as reservas internacionais do País estão praticamente imunes a riscos de desvalorização provocados por crises internacionais. A garantia é do diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo. Ontem ele divulgou números indicando que a maior parte dos US$ 34,7 bilhões das reservas está aplicado em dólar ou títulos do governo americano. O grosso das reservas está em títulos do primeiro mundo, afirmou Figueiredo.
Dentro da nova sistemática de aplicação, ele assegurou que o Brasil tem hoje uma das melhores administrações de reservas internacionais do mundo. De acordo com o diretor, a nova política de investimento das reservas que foi aprovada em junho do ano passado mas divulgada somente ontem pelo BC dá prioridade à liquidez e à segurança. A rentabilidade está em terceiro lugar.
Para chegar a este desenho, ele explicou que o BC reduziu as aplicações em títulos da dívida externa do Brasil e o volume investido em bancos brasileiros no exterior.
Ele explicou que, na crise da Rússia, em setembro de 1998, quando o Brasil tinha o câmbio fixo e batia recordes com reservas acima de US$ 70 bilhões, tanto as aplicações em títulos da dívida externa, quanto em bancos brasileiros no exterior giravam em torno de US$ 7 bilhões. Hoje estas parcelas são respectivamente de US$ 300 milhões e de US$ 600 milhões. Na sistemática antiga, segundo o diretor, no momento em que o Brasil era afetado com uma crise, uma parcela de US$ 14 bilhões das reservas sofria imediatamente o impacto e desvalorizava. Segundo os números do BC, 97,5% das reservas estão aplicadas em dólar, euro e iene.


