Na próxima semana, o Banco Central abre o processo para a contratação de bancos privados que administram US$ 1,2 bilhão das reservas internacionais brasileiras. A terceirização da administração desta parcela das reservas começou em outubro do ano passado e seis bancos foram contratados. O Banco Central fará uma avaliação da performance destas instituições, se foi melhor ou pior que a do próprio BC. Em outubro próximo, pelo menos um dos bancos será substituído por outro.
Com novos critérios e parâmetros de aplicação, as reservas internacionais do País estão praticamente imunes a riscos de desvalorização provocados por crises internacionais. A garantia é do diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo. Ontem ele divulgou números indicando que a maior parte dos US$ 34,7 bilhões das reservas está aplicado em dólar ou títulos do governo americano. ‘‘O grosso das reservas está em títulos do primeiro mundo’’, afirmou Figueiredo.
Dentro da nova sistemática de aplicação, ele assegurou que ‘‘o Brasil tem hoje uma das melhores administrações de reservas internacionais do mundo’’. De acordo com o diretor, a nova política de investimento das reservas – que foi aprovada em junho do ano passado mas divulgada somente ontem pelo BC – dá prioridade à liquidez e à segurança. A rentabilidade está em terceiro lugar.
Para chegar a este desenho, ele explicou que o BC reduziu as aplicações em títulos da dívida externa do Brasil e o volume investido em bancos brasileiros no exterior.
Ele explicou que, na crise da Rússia, em setembro de 1998, quando o Brasil tinha o câmbio fixo e batia recordes com reservas acima de US$ 70 bilhões, tanto as aplicações em títulos da dívida externa, quanto em bancos brasileiros no exterior giravam em torno de US$ 7 bilhões. Hoje estas parcelas são respectivamente de US$ 300 milhões e de US$ 600 milhões. Na sistemática antiga, segundo o diretor, no momento em que o Brasil era afetado com uma crise, uma parcela de US$ 14 bilhões das reservas sofria imediatamente o impacto e desvalorizava. Segundo os números do BC, 97,5% das reservas estão aplicadas em dólar, euro e iene.

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