BC diz que Natal pode ter menor taxa da história
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Lorenna Rodrigues<br> Folhapress 
Brasília - Dados preliminares divulgados ontem mostram que, após alta registrada em outubro, as taxas de juros de empréstimos bancários voltaram a cair em novembro. De acordo com o chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, isso pode fazer com que os juros de empréstimos para pessoas físicas poderão chegar ao Natal com as menores taxas da história.
''A se confirmar essa queda da taxa de juros em novembro, nós alcançaríamos mais uma vez o piso da taxa para pessoas físicas, um novo recorde. Poderíamos alcançar o Natal com a menor taxa de juros para pessoas físicas (da história)'', afirmou.
Segundo Maciel, a taxa de juros geral caiu 0,6 ponto percentual até o dia 13 de novembro, em relação ao total registrado em outubro, quando ficou em 35,6% ao ano.
Os juros para pessoa física foram os que registraram maior queda nos primeiros 13 dias do mês, de 0,8 ponto percentual, passando para 43,4% a.a., o que seria a menor taxa da série histórica, iniciada em 1994.
Para pessoas jurídicas, a taxa no início de novembro recuou 0,3 ponto percentual, ficando em 26,2% ao ano.
''A tendência nas taxas de juros é de continuidade de queda'', acredita Maciel.
'Spread'
O ''spread'' bancário - diferença entre o que os bancos pagam para captar o dinheiro e os juros cobrados de seus clientes - também recuaram até o dia 13 de novembro. O spread geral caiu 0,7 ponto percentual em relação a outubro, chegando a 25,3 p.p. Para pessoas físicas, a queda foi de 0,9 p.p., atingindo, assim, 32,6 p.p. Já para pessoas jurídicas, o recuo foi de 0,5 p.p., o que fez com que a taxa ficasse em 17,2 p.p.
Juros
Os juros de empréstimos bancários voltaram a subir em outubro pela primeira vez desde novembro de 2008. A taxa de juros média ficou em 35,6% ao ano em outubro, contra 35,3% a.a. em setembro. É a maior taxa desde julho deste ano.
Os juros médios de financiamentos para pessoas físicas subiu 0,6 ponto percentual e ficou em 44,2% ao ano em outubro, contra 43,6% ao ano em setembro, quando foi registrado o menor nível da série histórica do Banco Central, iniciada em 1994. É também a maior taxa desde julho. Em outubro de 2008, a taxa chegou a 54,8%.
Os juros de empréstimos para pessoas jurídicas também subiram, passando de 26,3% ao ano em setembro para 26,5% a.a. em outubro, maior taxa desde julho.
Inadimplência
A inadimplência no pagamento de empréstimos ficou estável em outubro, a 5,8%, mesmo patamar do mês anterior. Em setembro, a inadimplência caiu pela primeira vez desde setembro de 2008, período em que começou o agravamento da crise econômica. Em setembro do ano passado, o índice estava em 4%.
De acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central, para pessoas físicas, a taxa caiu pelo quarto mês consecutivo, passando de 8,2% para 8,1% -o menor desde dezembro do ano passado. Em relação aos empréstimos feitos para empresas, a inadimplência ficou estável em 4%, depois de nove meses de alta.
São considerados inadimplentes os empréstimos com atraso superior a 90 dias. Isso significa que o indicador ainda reflete os efeitos da crise internacional de crédito, que provocou alta dos juros e redução dos empréstimos.


