BC deve manter juros em 13,75%
Das Agências
São Paulo - O Banco Central deve manter nesta semana sua taxa de juros em 13,75%, segundo o relatório semanal Focus divulgado ontem. A previsão vêm se mantendo nesse patamar há cinco semanas, de acordo com o documento.
Para 2009, a expectativa é de que a Selic fique em 13,25%, abaixo dos 13,50% anunciados na semana passada. A previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano foi mantida em 5,24%, mesma do relatório anterior, mas para 2009 a expectativa é de um resultado ainda mais fraco: na semana passada, a previsão para o próximo ano era de um crescimento de 2,8%; na divulgação de ontem, a previsão caiu para 2,5%.
Para a inflação, a expectativa para 2009 é de uma alta de 5,20% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), menor que a do relatório anterior, que trazia uma previsão de alta de 5,25% no indicador. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a expectativa também foi menor, de 5,85%, contra 6% uma semana antes.
Para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), no entanto, a expectativa é de alta de 4,77%, acima do anunciado na semana passada, 4,72%.
Curitiba- O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse ontem, em Curitiba, que a estabilização da taxa de câmbio é um passo importante para que haja uma queda significativa e sustentável da taxa de juros, ao ser questionado se vê condições para que o Conselho de Política Monetária (Copom) reduza os juros. A taxa de juros é muito alta e pode cair bastante, e cairá seguramente, mas é muito importante que o câmbio se estabilize porque com essa volatilidade acaba tendo pressão inflacionária, afirmou.
Ao discursar no seminário Crise - Rumos e Verdades, promovido pelo governo do Estado do Paraná, Mercadante acentuou que o Brasil é um dos países com maiores possibilidades de crescimento a partir da crise que se instalou no mundo. Sobretudo porque a demanda por alimento deve continuar. Vamos ter grande papel nessa solução, acentuou. Além disso, ressaltou que o País pode avançar na área energética, com a exploração do pré-sal e da biomassa. Temos a oportunidade de dar um salto, disse.
Após defender as medidas pontuais que têm sido tomadas pelo governo federal para atender os setores de crédito, agropecuária e construção civil, ele destacou a necessidade de consolidar a integração do Mercosul e de se estabelecer um novo marco regulatório do sistema financeiro internacional, em que uma das principais discussões seja o fim dos 78 paraísos fiscais. Talvez seja a melhor contribuição para um novo arcabouço financeiro, opinou.
A luta contra a especulação nos mercados financeiros também foi apresentada como uma das medidas a serem tomadas após a crise mundial pelo economista da Universidade Estatal de Moscou, Andrey Kobyakov. O sistema financeiro é corrupto e imoral, é ineficiente para atender às necessidades da sociedade, afirmou.





