BC descarta estudos para limitar crédito
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sexta-feira, 18 de abril de 1997
Agência Estado 
Arquivo/AE
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Presidente do BC, Gustavo Loyola, diz que governo não muda jurosSÃO PAULO - O presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, disse ontem que a interrupção do processo de queda das taxas de juros no mês de maio, de certa forma, vai ajudar a conter o crédito. Foi uma sinalização para o mercado, admitiu. Mas, segundo ele, a manutenção da TBC em 1,58% para maio não significa que houve modificação na política de juros do governo. O BC tomou essa decisão após analisar fatores técnicos e fatores externos, explicou.
Alguns setores da economia estão mais aquecidos que outros, disse, mas não há nenhum sinal de alarme. Segundo Loyola, os indicadores que medem o nível de atividade econômica ainda são confusos, mas o governo está fazendo um acompanhamento constante de todos os setores. Se houver necessidade, o governo vai adotar medidas de restrição ao consumo, afirmou.
Perguntado sobre o tipo de restrição que poderia ser adotada, lembrou que o BC tem um arsenal de medidas, já usadas no passado. Mas no momento, disse, não existem medidas em estudos. O assunto, segundo ele, não consta da pauta de reunião da próxima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), marcada para quarta-feira.
Segundo Loyola, o BC constatou que uma redução de liquidez no mercado o que deixou a taxa overnight (usada no mercado de títulos públicos e que flutua conforme o volume de dinheiro na economia) mais colada a TBAN (que funciona como o teto dos juros). Com a manutenção da TBC em 1,56%, a taxa efetiva de juros deve ficar igual ou abaixo da registrada em abril, disse.
O BC levou em conta a expectativa de aumento dos juros nos Estados Unidos, prevista para maio, pelos especialistas de mercado. A redução das taxas no mercado interno e uma alta dos juros nos EUA poderiam provocar uma saída de capital estrangeiro do País, que teriam uma remuneração. Daí, o motivo do BC ter segurado os juros.
Loyola afirmou que, em maio, haverá espaço para recuo da taxa over, em relação ao nível de abril. Existe espaço para que a taxa over caia em maio em relação a abril, sem necessidade de se mexer na banda de flutuação de juros, afirmou. Em maio, segundo ele, haverá liquidez maior no sistema em função das contas externas e fiscais.


