O Banco Central não pensa ainda em propor ao governo a mudança da Taxa Referencial de Juros (TR), indexador da caderneta de poupança. De acordo com o corpo técnico do BC, o indexador da poupança, criado por medida provisória depois transformada em lei, só pode ser feita, rapidamente, por outra MP. ‘‘Não podemos ficar mudando o indexador toda vez que, por força de uma crise, o Banco Central é forçado a mudar o patamar da taxa de juros’’, diz um técnico.
O BC divulgou, no fim da tarde de ontem, o novo redutor da TR para o mês de novembro. O redutor ficou em 1,15%, enquanto o redutor de outubro era de 0,95%. A TR para o dia 1º foi fixada em 1,5334% e a Taxa Básica Financeira (TBF) em 2,7010%. A poupança com data de aniversário no dia 1º terá, em dezembro, rendimentos de 2,0410%
A chefe do Departamento de Normas do BC, Lígia Benevides, lembra que, se por um lado a elevação da TR prejudica as pessoas endividadas, especialmente os mutuários do Sistema Financeiro da Habitação, com contratos de longo prazo vinculados à TR, por outro lado beneficia quem tem dinheiro para aplicar. Os técnicos do BC ainda argumentam que o Conselho Monetário Nacional (CMN) tem poderes para alterar a TR mediante o aumento ou diminuição do redutor, mas tem que fazer isso com antecedência de seis meses.

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