Arquivo FolhaRecursosManoel Garcia Cid, presidente do Banestado: programa de saneamento permitirá ao governo do Estado injetar R$ 1,1 bilhão na instituiçãoO presidente do Banestado, Manoel Garcia Cid, e a diretoria da instituição assinaram, no último dia 29, o documento que oficializa o programa de saneamento do banco. O Termo de Comparecimento, como é chamado, foi assinado em Brasília com o presidente do Banco Central, Gustavo Franco. O saneamento do Banestado prevê um aumento de capital junto aos pequenos acionistas, além de um processo de enxugamento da estrutura da instituição financeira. A partir deste mês, o Banestado começa a reduzir o número de diretorias.
A proposta apresentada pelo governo do Estado, sócio majoritário do Banestado, é reduzir de 19 para 12 o número de diretores. Também serão extintas algumas empresas que pertencem ao banco. A Banestado Leasing, por exemplo, passará a ser uma divisão dentro do banco e não mais uma empresa independente. Outra exigência, que deverá ser colocada em prática, é o remanejamento de gerentes. ‘‘Os gerentes não devem ficar mais de dois anos na mesma função’’, afirmou Manoel Garcia Cid.
O programa de saneamento do Banestado permitirá que o governo estadual injete R$ 1,1 bilhão na instituição financeira, a partir de abril deste ano. Metade deste dinheiro (R$ 557 milhões) será liberada pelo Banco Central em um financiamento que deverá ser pago em 30 anos. O restante dos recursos terá que ser colocado pelo governo do Estado.
O passivo do banco chega a R$ 1,7 bilhão. O que faltar para alcançar esta cifra será captado através do aumento de capital e com alguns débitos que o governo federal tem para quitar com o Estado. ‘‘Com o aumento de capital, estamos repassando o direito de compra das ações ordinárias para os 157 mil sócios minoritários’’, afirmou o presidente do Banestado. O governo detém hoje 61% das ações com direito a voto. Com a reestruturação, ficará com aproximadamente 55%.
O Banco Central aceitou as ações da Copel como caução para o financiamento. A proposta inicial da Secretaria da Fazenda era garantir o empréstimo através da criação do Fundo de Pensão e ainda com as ações da Ferroeste. O Banco Central recusou as duas alternativas.

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