BC cria nova regra para mercado de câmbio
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sexta-feira, 07 de janeiro de 2011
Agência Estado 
Brasília - O Banco Central (BC) determinou ontem que os bancos recolham ao BC, sob a forma de depósito compulsório, 60% sobre o valor da posição de câmbio vendida que exceder o menor dos seguintes valores: US$ 3 bilhões ou o patrimônio de referência (PR). Esse depósito compulsório será recolhido em espécie e não será remunerado.
As instituições financeiras terão 90 dias para se adequar às novas regras. No jargão do mercado financeiro, ''estar vendido'' sinaliza realização de negócios que exigem a entrega futura de dólar ou pagamento da variação cambial. Na prática, isso representa a aposta dos bancos de que o real vai se valorizar. Estar ''comprado'', por consequência, sinaliza a expectativa de depreciação da moeda brasileira.
A nota do BC, divulgada nesta manhã, informa que a diretoria da instituição decidiu adota essa medida em ''caráter prudencial''. Segundo a autoridade monetária, ela aperfeiçoa os instrumentos de regulação existentes e contribui para manter a estabilidade do sistema financeiro nacional. Com a nova regra, o BC busca melhorar o funcionamento do mercado de câmbio à vista e reduzir as posições vendidas do sistema, que em dezembro de 2010 alcançavam um valor de US$ 16,8 bilhões.
Ajuste
O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Aldo Mendes, explicou que a ideia do BC é fazer um ajuste nas posições vendidas de caráter prudencial. Segundo ele, não é bom para a economia quando o sistema se desloca para um polo ou para o outro polo (comprado ou vendido em dólar). Isso porque, segundo ele, o mercado futuro sempre traz um risco e incerteza em relação à taxa de câmbio. Por isso, não é bom, afirmou ele, que haja uma concentração em uma das pontas.
No jargão do mercado financeiro, ''estar vendido'' sinaliza realização de negócios que exigem a entrega futura de dólar ou pagamento da variação cambial. Na prática, isso representa a aposta dos bancos de que o real vai se valorizar. Estar ''comprado'', por consequência, sinaliza a expectativa de depreciação da moeda brasileira.
O diretor do BC observou que, quando um mercado está em posição vendida (em dólar), ao ocorrer uma valorização do câmbio, ele tem que correr para comprar a moeda para cobrir essa posição. ''Existe uma concentração em um dos polos?'', questionou. ''Não necessariamente'', respondeu, apontando dados de 2009 e 2010 que mostram uma mudança de posição comprada (em dólar) para posição vendida (em dólar). No fim de 2009, havia uma posição comprada de US$ 2,9 bilhões, que passou a vendida no fim de 2010 em US$ 16,8 bilhões.


