A equipe do Banco Central (BC), que há quase um ano trabalha dentro do Banestado, passou a tarde de ontem reunida com a nova diretoria da instituição financeira para apresentar um levantamento sobre a situação contábil do banco. Os diretores, que ainda estão se inteirando dos números do Banestado, discutiram o calendário de privatização e a venda do Banco del Paraná. O prazo que o BC estabeleceu para a venda do banco paraguaio expirou no dia 5 de janeiro, obrigando o Banestado a pedir uma prorrogação.
Os inspetores do BC cobraram da nova diretoria a agilidade no processo de venda do Del Paraná e do próprio Banestado. Eles sugeriram que a escolha da empresa, que vai fazer a formatação do Banestado para a venda, seja feita com carta-convite e não pelo sistema de licitação pública. Alguns bancos estaduais privatizados como o Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais) e o Banerj (Banco do Estado do Rio de Janeiro) escolheram as empresas de consultoria sem fazer a concorrência pública.
Segundo Reinhold Stephanes, que amanhã assina o termo de posse da presidência do Banestado, o banco já recebeu oito propostas consultorias interessadas em fazer a formatação. Todo o processo de escolha deve demorar entre 45 e 60 dias. Entre as empresas estão a Bozzano, que fez a modelagem do Banerj, e o Pactual que trabalhou na venda do Bemge. No caso do Del Paraná, a formatação foi feita pela consultoria Ernst & Young.

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