O rendimento das cadernetas de poupança vai cair no mês de novembro devido à elevação do redutor da Taxa Referencial de Juros (TR) para o mês de outubro, fixado ontem pelo Banco Central. O redutor da Taxa Referencial de Juros para o mês de outubro foi fixado em 1,63%, um aumento de 0,59 ponto porcentual com relação ao redutor que vigorou no mês de setembro, e que foi de 1,04%.
O aumento do redutor, segundo os técnicos do Banco Central, está ligado diretamente à elevação das taxas de juros, promovida no dia 10 de setembro pelo governo, para enfrentar a crise internacional. Com a elevação das taxas, os bancos também tiveram que elevar os juros que pagam para os clientes na captação dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs).
As taxas de juros altas, praticadas a partir do dia 10 de setembro, foram captadas pelo Banco Central no cálculo do redutor da TR para o mês de outubro. O redutor da TR é calculado pelo BC com base nas taxas médias de captação dos CDBs, praticadas pelos bancos nos últimos cinco dias úteis de cada mês.
O redutor da TR de setembro, calculado sobre a captação dos últimos cinco dias úteis de agosto, foi baixo, de acordo com os técnicos do BC, porque as taxas de juros estavam baixas. Esse redutor baixo acabou beneficiando as cadernetas de poupança, pois as taxas de juros subiram logo depois. Por isso é que o rendimento da poupança, apurado em setembro, que será creditado nas contas em outubro, foi excepcional.
Em outubro, segundo o BC, a situação volta à normalidade. Como o redutor foi calculado sobre uma taxa de juros elevada, ele ficou alto, passando a ter forte impacto sobre a taxa média dos CDBs, que é apurada pelo BC na Taxa Básica Financeira (TBF). O redutor alto já derrubou o rendimento da poupança para 1,3936% no dia 1º de novembro. O rendimento da poupança, calculado em setembro com base no redutor antigo, chegou a alcançar 1,9486% e será creditado nas cadernetas de poupança com data de aniversário no dia 11 de outubro.
Uma TR elevada beneficia o poupador, que ganha mais na poupança, mas prejudica o próprio governo, os mutuários da casa própria e todos os que têm dívida indexada à Taxa Referencial de Juros.

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