BC atua com taxas menores e indica rota de expansão
BC atua com taxas
menores e indica
rota de expansão
Agência Estado
De São Paulo
O Banco Central baixou ontem mais uma vez a taxa básica de juros em suas operações com o mercado financeiro, para 17,25%, ou 0,25 ponto porcentual abaixo da meta adotada na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Isso reforça a impressão de que o País caminha para o que os economistas chamam de um círculo virtuoso, em que os juros caem, sem pressão sobre a taxa de câmbio, com a inflação controlada e com crescimento.
Se for encarar ao pé da letra, o BC já usou um quarto de ponto do viés (tendência) de baixa que havia deixado em aberto duas semanas atrás, resume o gerente de Tesouraria do Lloyds TSB, Maurício Zanella. Como ele, analistas e executivos de instituições internacionais concordam que as perspectivas melhoraram substancialmente, não se repetindo o que ocorreu um ano atrás. Em julho de 1999, o BC reduziu a taxa Selic de 21% para 19,5%, mas o mercado, diante de uma desvalorização acentuada do real, não endossou o movimento de queda.
O diretor-vice-presidente da Sociedade de Estudos de Empresas Transnacionais (Sobeet), Antônio Corrêa de Lacerda, espera um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 3,5%, redução gradual dos juros, inflação controlada e situação fiscal razoável. A desvalorização do real também começa a ter reflexos na expansão das exportações.





