Brasília - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou ontem, por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa, que a instituição está comprometida com as metas de inflação para este ano e para 2004. ''Para isto atua de forma a reduzir as taxas futuras de inflação, viabilizadas por quedas sucessivas das taxas mensais, fazendo com que as expectativas de inflação para os 12 meses seguintes também caiam, convergindo para as metas ajustadas'', afirma a nota.
Meirelles disse que foi mal-interpretado pela imprensa na palestra que fez sexta-feira na Câmara de Comércio França-Brasil, no Rio de Janeiro. O objetivo da nota, segundo o BC, é esclarecer ''interpretações imprecisas sobre a palestra''.
A assessoria de Meirelles informou que, ao afirmar que o índice de inflação no acumulado dos 12 meses só deve estar dentro da meta no primeiro trimestre de 2004, o presidente do BC apenas reproduziu um quadro conhecido. A assessoria de Meirelles afirma que a inflação futura deve cair mês a mês, mas no acumulado dos 12 meses pode apresentar crescimento refletindo o resultado do último trimestre de 2002, que foi em torno de 6,5%, mais da metade da inflação registrada no ano.
O impacto do trimestre no acumulado dos últimos 12 meses só deixará de ter reflexo no período no último trimestre deste ano. ''A taxa de inflação acumulada em 12 meses, no entanto, deve recuar para níveis substancialmente menores de inflação apenas no último trimestre deste ano, quando estatisticamente é retirada a elevada inflação do último trimestre do ano passado'', explica a nota. ''O presidente não estava se referindo às metas ajustadas do ano'', explicou o assessor de imprensa, João Borges. A meta ajustada para este ano é de 8,5%.