BB vai emitir cheques de viagem em euros
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terça-feira, 08 de janeiro de 2002
Agência Lusa 
O Banco do Brasil está estudando a emissão própria de travellers cheques em euro, em virtude da entrada em circulação na moeda única européia.
Segundo informou o analista Área Internacional do BB, Valter Porto, numa primeira etapa, o banco está negociando com uma empresa a emissão de travellers cheques (cheques de viagem) em euros. Assim como temos o serviço em dólar, faríamos em euros, mas tudo vai depender da demanda, que ameaça ser forte, afirmou à Agência Lusa.
A partir do dia 16, as agências do Banco do Brasil que operam com câmbio nas principais cidades vão vender euros para brasileiros e turistas estrangeiros. Serão atendidas inicialmente cidades do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
No entanto, a expectativa de demanda e a pressão exercida pela ação de banco concorrente levou o BB a mudar de estratégia.
Segundo Porto, a decisão de importar 550 mil euros, cerca de R$ 1,17 milhão, é para não frustrar as pessoas que venham a procurar o banco em busca da moeda européia. A operação de importação deverá custar cerca de R$ 100 mil.
Os euros estarão disponíveis em cerca de 200 agências, incluindo as principais unidades dessas capitais e aeroportos.
O fornecimento das cédulas para cidades mais importantes das três capitais será feito mediante solicitação das gerências.
Porto não soube dimensionar a demanda nas agências do banco nos três primeiros dias utéis da circulação da nova moeda.
O primeiro banco a efetuar a troca de euros foi o Safra, segundo informação de sua assessoria de comunicação.
A assessoria, no entanto, não forneceu o volume de euros importados, mas informou que o banco registrou um aumento de 40% nas operações de câmbio.
Na avaliação do economista-chefe da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), Roberto Troster, não haverá falta da moeda única européia para troca pelo brasileiro ou turistas estrangeiros.
Os bancos, segundo ele, estão atentos para identificar e atender, de forma rápida e segura, as demandas futuras pela nova moeda única européia.


