Brasília - Diante da queda dos juros promovida nos últimos meses pelo Banco Central, o Banco do Bra­sil anun­ciou on­tem uma re­du­ção nas ta­xas de ad­mi­nis­tra­ção co­bra­das por al­guns de ­seus fun­dos de in­ves­ti­men­to de ren­da fi­xa. O BB tam­bém di­mi­nuiu o va­lor da apli­ca­ção mí­ni­ma exi­gi­da nos fun­dos, tu­do pa­ra evi­tar que a apli­ca­ção per­ca es­pa­ço no mer­ca­do pa­ra a ca­der­ne­ta de pou­pan­ça.
  A de­ci­são foi to­ma­da por­que, com a que­da da ta­xa Se­lic (ho­je em 8,75% ­anuais), a ren­ta­bi­li­da­de da pou­pan­ça se tor­na ­mais atraen­te pa­ra o in­ves­ti­dor. Isen­ta de Im­pos­to de Ren­da, a ca­der­ne­ta ofe­re­ce re­tor­no de 6,17% ao ano, ­mais a va­ria­ção da TR (Ta­xa Re­fe­ren­cial).
  Com a Se­lic no ­atual pa­ta­mar de 8,75% ao ano, mui­tos fun­dos DI e de ren­da fi­xa que te­nham ta­xas de ad­mi­nis­tra­ção ­mais al­tas aca­bam per­den­do da pou­pan­ça. De­pen­den­do do pra­zo da apli­ca­ção – quan­to ­mais tem­po o di­nhei­ro fi­ca no fun­do, me­nor é a alí­quo­ta de IR que in­ci­de so­bre os ga­nhos –, fun­dos com ta­xa de ad­mi­nis­tra­ção aci­ma de 0,5% já per­dem pa­ra a pou­pan­ça.
  Se­gun­do o di­re­tor de Va­re­jo do BB, Jâ­nio Ma­ce­do, ain­da não se no­ta uma mi­gra­ção de re­cur­sos dos fun­dos pa­ra a pou­pan­ça. Ain­da as­sim, de­ci­diu-se re­du­zir as exi­gên­cias pa­ra apli­ca­ção em fun­dos pa­ra pre­pa­rar o ban­co pa­ra o ­atual ce­ná­rio de ju­ros bai­xos.
  ‘‘Até o mo­men­to não ve­ri­fi­ca­mos mi­gra­ção. Fi­ze­mos is­so por­que te­ve a re­du­ção da Se­lic, e com es­sa no­va rea­li­da­de pre­ci­sa ha­ver al­gu­ma ­adaptação’’, afir­ma Ma­ce­do.
  Se­gun­do o di­re­tor do Ban­co do Bra­sil, po­rém, no­vas re­du­ções nas ta­xas de ad­mi­nis­tra­ção não de­vem ocor­rer no cur­to pra­zo, mes­mo que a ta­xa Se­lic con­ti­nue em que­da. ‘‘Não que­re­mos fa­zer mui­tas mu­dan­ças pa­ra não con­fun­dir o ­investidor’’, afir­ma.
Aplicação mínima
  ­Além de cor­tar as ta­xas de ad­mi­nis­tra­ção, o BB tam­bém re­du­ziu a apli­ca­ção mí­ni­ma de 17 fun­dos de ren­da fi­xa. An­tes, os fun­dos ­mais po­pu­la­res exi­giam apor­te ini­cial de pe­lo me­nos R$ 200, e ago­ra es­se va­lor ­caiu pa­ra R$ 50. Tam­bém nes­se ca­so, a ­ideia é ­atrair o pe­que­no in­ves­ti­dor, que em te­se é ­mais pro­pen­so a co­lo­car ­seus re­cur­sos na pou­pan­ça.
  Ou­tra ini­cia­ti­va anun­cia­da pe­lo ban­co pa­ra en­fren­tar o ce­ná­rio de ju­ros em que­da é o lan­ça­men­to, pre­vis­to pa­ra se­tem­bro, de um fun­do de in­ves­ti­men­to que apli­que ­seus re­cur­sos ao mes­mo tem­po em ren­da fi­xa e em ­ações. O ob­je­ti­vo é ­atrair in­ves­ti­do­res que, dis­pos­tos a cor­rer um pou­co ­mais de ris­co, bus­quem ren­ta­bi­li­da­des ­mais al­tas do que aque­la pro­por­cio­na­da pe­la ca­den­te ta­xa bá­si­ca de ju­ros da eco­no­mia.

mockup