São Paulo - O Banco do Brasil teve lucro líquido recorde de R$ 9,2 bilhões este ano, até setembro, com alta de 19,5% ante o mesmo período de 2010. No terceiro trimestre, o ganho foi de R$ 2,9 bilhões, com expansão de 11%. O resultado foi puxado pelo crescimento do crédito e pelo aumento das receitas com serviços prestados a clientes.
O banco público encerrou setembro com carteira de crédito de R$ 441 bilhões - crescimento de 21% em 12 meses. O empréstimo imobiliário foi o que mais cresceu, com alta de 105%. O financiamento de veículos aumentou 24%. Na pessoa jurídica, a expansão anual foi de 16%, graças ao crédito a grandes empresas. Já o financiamento de comércio exterior bateu recorde de empréstimos e cresceu 69%.
Assim como nos bancos privados, a taxa de inadimplência do Banco do Brasil, considerando os atrasos acima de 90 dias, tiveram pequena alta, fechando setembro em 2,1%, ante 20% do segundo trimestre.
O vice-presidente de Gestão Financeira, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do BB, Ivan Monteiro, não prevê piora do índice nos próximos meses. ''A inadimplência continua sob controle. Não há nenhum indicativo de aumento das taxas'', disse ele.
O destaque negativo ficou com as operações do Banco Votorantim, no qual o Banco do Brasil comprou uma participação de 49,9% em 2009. O banco teve prejuízo de R$ 85 milhões no terceiro trimestre e a inadimplência aumento de 3,2%, em junho, para 4,3%, em setembro.
O Banco do Brasil deve encerrar 2011 com cerca de R$ 1 trilhão em ativos, mantendo o posto de maior instituição financeira da América Latina.
No final de setembro, os ativos estavam em R$ 950 bilhões.

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