BB supera meta, mas ainda é caro
O presidente do Banco do Brasil, Paulo César Ximenes, afirmou que o último resultado do banco apurado este ano, em outubro, apontou uma rentabilidade de 13,5% sobre o patrimônio líquido. O índice já superou a meta mínima de 12% da instituição para este ano, porém continua abaixo do conseguido pelos bancos internacionais, reconheceu Ximenes. O banco continua caro, admitiu. Para o ano que vem, o orçamento previsto, de R$ 680 milhões, sofreu um corte de 30%, que serão aplicados no ano 2000. Ou seja o corte será postergado. Em 98, o investimento total do banco foi de R$ 780 milhões em tecnologia e reforma de agências. Para 99, o investimento será concentrado na melhoria de atendimento aos clientes.
O diretor de crédito do Banco do Brasil, Edson Soares Ferreira, afirmou que o banco espera renegociar, em 99, R$ 1,66 bilhão em dívidas de clientes e outros R$ 3 bilhões de devedores da área agrícola. Esta segunda dívida será renegociada por meio do Programa Especial de Saneamneto da Área Agrícola (Pesa), lançado em fevereiro deste ano, mas que ainda não decolou, conforme o próprio Edson Soares Ferreira. Ele disse que cerca de R$ 2 bilhões de dívida do setor agrícola terão de ser cobrados na Justiça.
O diretor-financeiro do Banco do Brasil, Carlos Caetano, afirmou ontem que há um entendimento da atual diretoria de que a instituição vai ser privatizada. A venda do banco, no entanto, não deve ocorrer a curto prazo, na opinião de Caetano. Ainda é preciso anunciar um substituto do papel do banco na área agrícola, explicou o diretor, durante a solenidade de entrega do certificado de qualidade ISO 9002 a uma agência do BB.
Caetano afirmou que a BB DTVM, distribuidora de títulos e valores mobiliários do banco, pode ser privatizada ainda no primeiro semestre de 1999. Mas vai depender das condições do mercado, afirmou Caetano. Ele lembrou que a crise econômica a partir de outubro fez com que o BB suspendesse a venda da distribuidora, prevista para este ano, para impedir o leilão por um preço muito baixo.
No evento, o diretor de Crédito do BB, Edson Soares Ferreira, informou que foi prorrogado de fevereiro para março o Programa Especial de Saneamento da Agricultura (Pesa), destinado a renegociar a dívida de agricultores. A razão do adiamento, segundo Ferreira, é a falta de dinheiro do setor para pagar uma parte das dívidas, uma das condições de renegociação.
Em março, os produtores vão ter vendido a safra e terão dinheiro, afirmou Ferreira, na solenidade de entrega do certificado ISO 9002 à agência do BB de atendimento a grandes clientes na Rua Lélio Gama, no Centro. Este dinheiro seria usado para o pagamento de 10,36% do valor dos títulos que seriam trocados pelas dívidas destes agricultores e repassados para o BB - operação prevista no Pesa.
O Pesa ainda não decolou, admitiu Ferreira. O programa foi lançado em fevereiro deste ano, para atender a reivindicações da bancada ruralista no Congresso. A meta do BB é renegociar R$ 3 bilhões em 1999 em dívidas agrícolas, e cobrar outros R$ 2 bilhões na Justiça. São créditos de difícil recebimento, afirmou Ferreira. De acordo com o diretor, o banco também deve renegociar R$ 1,65 bilhão de dívidas com outros clientes.Arquivo FolhaRecuperaçãoXimenez, presidente do BB, anuncia o resultado: rentabilidade de 13,5% sobre o patrimônio líquidoAgência Estado





