O Banco do Brasil deve repassar R$ 20 milhões até o final deste mês para a aquisição do milho pelo preço mínimo através da AGF (Aquisição do Governo Federal). Desde o início de fevereiro, foram repassados R$ 22 milhões. Com as AGFs o governo acredita que o preço do produto atinja o preço mínimo de comercialização da safra num curto espaço de tempo. Em algumas regiões do Estado, como em Ponta Grossa, o preço tem apresentado um aumento gradativo.
A saca de milho atingiu R$ 6,40 o que representa 30 centavos abaixo do preço mínimo. Mas na maioria do Estado a saca ainda está sendo colocada no mercado a R$ 6,00. O baixo preço se deve em parte à pressa do produtor em vender a safra. Com muito milho no mercado, a tendência é queda na cotação.
A superintendência regional do Banco do Brasil orienta o produtor a não se precipitar. ‘‘Não é necessário vender tudo no início da safra, porque há uma estimativa do governo federal de que vai faltar milho para atender a demanda’’, afirmou o superintendente do Banco do Brasil, Derci Alcântara. A previsão de déficit é de 2,8 milhões de toneladas de milho. A safra deste ano deve ser de 34,3 mil toneladas para um consumo nacional de 37,1 mil toneladas.
Alcântara informou ainda que a dívida dos produtores com o banco só começam a vencer a partir de 30 de abril. Até lá, a previsão é de alta no preço do milho. Os pequenos agricultores que tomaram dinheiro através do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) também podem ficar tranquilos, pois podem quitar a dívida com o produto. Quanto às parcelas da securitização elas só vencem em outubro. Cerca de 85% do montante securitizado está vinculado ao milho.
O gerente de crédito rural do Banco do Brasil, Luis Antônio Digiovani, afirmou que a instituição financiou quase 30% da área plantada de milho, que é de 1,8 milhões de hectares. ‘‘O crédito liberado aos produtores para o custeio da safra de milho foi de R$ 125 milhões’’, afirmou Digiovani. O financiamento tem uma taxa de juros de 12% ao ano e um parcelamento de três vezes após 30 dias do início da colheita da safra. A última parcela vencerá somente em julho.

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