BB renegociou 96% das dívidas do PR
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sexta-feira, 13 de outubro de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Banco do Brasil já renegociou 96% dos contratos referentes a dívidas agrícolas dos produtores do Paraná. Até agora, dos 60 mil contratos, 58 mil foram renegociados. No caso das operações de investimento, as parcelas vencidas ou a vencer em 2006, foram prorrogadas para um ano após o vencimento do contrato. Para as operações de custeio safra 2005/2006, a dívida pode ser paga em até cinco anos, com a primeira parcela a ser quitada a partir de 2007. No Brasil, dos 229 mil contratos 96% já foram renegociados.
As regiões Oeste e Sudoeste foram as que tiveram o maior volume de contratos, representando 43% do total prorrogado. Isso porque, nestes locais, ocorreram mais perdas em decorrência da estiagem que assolou o Paraná na última safra.
A Gerência de Mercado de Agronegócio do BB no Paraná, informa que espera concluir integralmente as renegociações restantes até a primeira quinzena deste mês. O processo de renegociação das dívidas está amparado pelas Resoluções CMN/BACEN 3364, que concedeu prazo adicional de até um ano após o vencimento da última prestação dos financiamento de investimento com parcelasvencidas ou a vencer em 2006 e também da Resolução 3376 que autorizou a prorrogação por até cinco anos dos financiamentos de custeio da safra 2005/2006, das principais culturas agrícolas do Paraná, principalmente milho e soja.
Também estão em fase de renegociação as dívidas resultantes de Cédula de Produto Rural (CPR), vencidas em 2005 e 2006, cujos produtores tiveram dificuldades de pagamento por frustração das lavouras ou por problemas de comercialização. O novo prazo para pagamento está sendo pactuado para até cinco anos, com recolhimento de parte dos valores com base em percentuais preestabelecidos por cultura e estados.
Somente no Estado do Paraná serão beneficiados 2.700 produtores que emitiram CPR junto ao banco e que estão sendo amparados pelas medidas governamentais. O Banco do Brasil espera concluir nesta primeira quinzena de outubro o processo de renegociação de dívida dos produtores rurais paranaenses, que foram afetados pela queda dos preços e especialmente aqui no Estado, por problemas climáticos.
Brasília - Agricultores familiares que perderam parte de suas lavouras em virtude de problemas climáticos recebem desde a última terça-feira o Seguro da Agricultura Familiar (Seaf). Os pagamentos já estavam sendo feitos pelo governo federal e para concluir as indenizações foram liberados mais R$ 100 milhões, informou a assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
No total da safra 2005/06, as indenizações devem somar R$ 370 milhões. Já foram pagos R$ 200 milhões aos agricultores familiares atingidos pela seca. O Rio Grande do Sul é o Estado com o maior número de produtores beneficiados, 77 mil que devem receber R$ 207,9 milhões. No Paraná, serão 35 mil beneficiários e pagamento de R$ 95,5 milhões. E em Santa Catarina, 25 mil produtores receberão o pagamento de R$ 67,5 milhões. Em 2005, quando as perdas foram maiores, a Região Sul recebeu cerca de R$ 688 milhões.
O seguro foi criado em 2004 e é, na avaliação do ministério, uma forma de dar tranquilidade ao produtor rural. Com o seguro, o produtor que obteve recursos para custeio agrícola no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e sofreu perdas acima de 30%, terá cobertura total do valor do financiamento. Além disso, receberá ainda 65% do valor da receita líquida esperada da lavoura - até o teto de R$ 1.800.
Para aderir ao Seaf, o agricultor contribui com 2% do valor do financiamento. Entre as causas para a perda da colheita que dão direito à cobertura estão seca, granizo, vendavais, geada, chuvas torrenciais, chuvas fora de época, além de pragas e doenças que não tenham métodos difundidos de controle. O Seaf é contratado para a chamadas culturas zoneadas (algodão, arroz, feijão, maçã, milho, soja, sorgo e trigo) e para a banana, caju, mandioca, mamona e uva. (Com Agência Estado)


