Curitiba- Quase a totalidade dos produtores rurais do Paraná realizaram a prorrogação das dívidas de custeio e investimento com o Banco do Brasil. Dos 41.500 agricultores que estão em débito com o banco, 99,26% manifestaram o interesse em prorrogar as dívidas que atingem um valor total de R$ 2,1 bilhões. As perdas geradas pela estiagem, os baixos preços de alguns produtos agrícolas e a desvalorização do dólar foram alguns dos motivos que levaram os agricultores ficarem endividados.
Com a prorrogação, a parcela das dívidas de investimento que vence neste ano será prorrogada para 12 meses após o vencimento da última parcela. No caso das dívidas de custeio da safra 2004/2005 que tinham sido prorrogadas no ano passado, a parcela que vence neste ano vai seguir a mesma regra aplicada à dívida de investimento.
Já para as dívidas de custeio da safra 2005/2006, no caso da soja, o produtor pode prorrogar até 55% do valor devido e, para o milho, poderá alongar até 35% do valor total a ser pago e parcelar em cinco anos. O primeiro pagamento acontece em 2007.
Nova safra- O Banco do Brasil disponibilizou desde o dia 2 de agosto os financiamentos de custeio para a safra de verão 2006/2007. O banco não soube informar ainda qual o valor que estará disponível para os agricultores do Paraná. Os juros cobrados serão de 8,75% ao ano e o primeiro pagamento está previsto para 2007, 60 dias após o período previsto para a colheita. Segundo o gerente de negócios do Banco do Brasil, Miguel Fernandes Honório, a contratação do financiamento pode ser feita durante todo o segundo semestre.

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