BB reduz juro do cheque e cartão
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quinta-feira, 17 de setembro de 1998
Agência Estado 
O aumento da remuneração do compulsório sobre depósitos à prazo, decidido na noite de quarta-feira pelo Banco Central, já começa a beneficiar os clientes das instituições financeiras. O Banco do Brasil anunciou, ontem, a redução das taxas de juros do cheque especial e do cartão de crédito, além da reabertura do Crédito Direto ao Consumidor (CDC), que estava suspenso desde o dia 11 de setembro, depois que o BC elevou para 49,75% a Taxa de Assistência (TBAN).
Segundo o diretor em exercício da Área de Varejo, Serviços e Tecnologia do BB, Ricardo de Barros Vieira, a redução das taxas também foi influenciada pelo próprio mercado, que vem praticando juros abaixo da TBAN. O juro do cheque especial para a pessoa física que tem conta no BB caiu de 11% para 8,40%. O juro do cheque especial normal também caiu de 12% para 9,40% ao mês. O juro do cheque especial para a pessoa jurídica baixou de 11,8% para 9,2%.
Também caiu a taxa de juro do cartão de crédito rotativo de 12% ao mês para 9,5%. O cartão de crédito parcelado, que estava fechado, foi reaberto, mas os juros subiram de 5% para 6%. Além disso o BB anunciou a criação de um cheque especial para os clientes fiéis à instituição, ou seja, aqueles que fazem suas aplicações no banco e usam os serviços. Para esses clientes os juros são de 6,5% ao mês.
O Crédito Direto ao Consumidor (CDC) foi reaberto, ontem, com novas taxas de juros e prazo reduzido. Para as pessoas físicas, o juro do CDC passou de 4,45% para 5,35% e o prazo da operação foi reduzido de 12 para nove meses. Uma nova linha de empréstimo pessoal também foi criada para a pessoa física, com prazo máximo de 12 meses e taxa de juros de 4% ao mês, mais TR. As operações para pessoas jurídicas permanecem fechadas, sendo permitida apenas a renovação.
Na Caixa Econômica Federal a melhor remuneração do compulsório sobre depósitos à prazo não significou a queda das taxas de juros do cheque especial e do cartão de crédito, que permanecem as mesmas fixadas na última sexta-feira. A medida, no entanto, permitiu que a Caixa reabrisse várias operações de crédito comerciais, que estavam suspensas.
Entre as operações abertas estão a de crédito pessoal, com prazo máximo de 45 dias. Para essa operação as taxas subiram de 4,85% para 6,55%. Para o crédito pessoal com prazo entre quatro e 12 meses, a taxa passou de TR mais 4,50% para TR mais 4,65%. Novas operações para pessoas jurídicas estão fechadas, mas a Caixa está permitindo a renegociação.


