BB quer financiar R$ 50 milhões para produtores
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quinta-feira, 15 de abril de 2004
Betânia Rodrigues<BR>Reportagem Local 
O Banco do Brasil espera receber R$ 50 milhões em propostas de financiamento até o final da 44 Exposiação Agropecuária e Industrial de Londrina. Até agora, 40% desse valor já foi requisitado para compra de máquinas, custeio e infra-estrutura. Na manhã de ontem, o vice-presidente de Agronegócio e Governo do Banco do Brasil, Ricardo Alves da Conceição, assinou contratos com alguns produtores rurais e renovou o convênio BB-Convir com a Cooperativa Integrada. Através deste último, o Banco liberará R$ 81,5 milhões aos cooperados para aquisição de insumos destinados à safra de verão. Segundo Márcio Mello, gerente da agência Calçadão, a manutenção dessa parceria beneficiará cerca de 4,5 mil agricultores na região Norte.
Sidinei Cândido de Almeida foi contemplado com um empréstimo de, aproximadamente, R$ 600 mil que utilizou para comprar uma colheitadeira, um trator, uma plantadeira e uma columbia (implemento para aplicação de inseticidas). A maioria dessas máquinas já está no campo a serviço das lavouras de milho e trigo nas fazendas Jacutinga, em Porecatu, e Tradição, em Centenário do Sul. ''Precisava desse apoio porque ampliei a área plantada de 150 alqueires para 350 alqueires'', explicou o produtor que há mais de 30 anos negocia com o Banco do Brasil.
Na safra 2002/2003, a instituição investiu R$ 2,3 bilhões no agronegócio paranaense. Desse total, R$ 435 milhões foram destinados exclusivamente à agricultura familiar através do Pronaf e Proger Rural. Na safra atual, entre julho/2003 e junho/2004, o Banco do Brasil aplicará R$ 3,2 bilhões, dos quais R$ 2,8 milhões já foram emprestados. A taxa de juro varia de 8,75% a 12,5% de acordo com o tipo de proposta e porte do produtor. Na opinião de Almeida, é uma cobrança razoável em relação ao mercado.
De acordo com Conceição, o Banco do Brasil está disponibilizando recursos para a lavoura do trigo, milho safrinha, comercialização (EGF) e investimento (aquisição de máquinas, insumos, equipamentos) com recursos do BNDES, Pronaf e a nova linha de financiamento BB-Armazenagem. ''O País enfrenta sérias dificuldades com armazenagem e essa nova linha foi criada para ajudar a amenizar o problema'', acrescentou. O BB-Armazenagem, desenvolvido em parceria com os Ministérios da Agricultura e da Fazenda, tem como meta incrementar em oito milhões de toneladas a capacidade brasileira de armazenamento de grãos entre 2004 e 2006.
Entre os bancos privados, o Santander-Banespa é um que aposta no agronegócio. Segundo o superintendente de rede, Vitório Francisco Rizzotto, o Santander-Banespa espera receber R$ 20 milhões de propostas até o final da exposição. ''O agronegócio vive um momento muito bom e o banco pretende participar ativamente desse crescimento. Em São Paulo, por exemplo, 30% do financimento agrícola é gerenciado por nós'', finalizou o executivo.


