O modelo proposto pelo Banco do Brasil tenta evitar que se repitam nesta safra os mesmos problemas que levaram o aperto de crédito em 2015. O banco tem 65% de participação no crédito rural. Com a sangria na poupança - os saques do segmento rural fecharam o ano passado R$ 3,4 bilhões superiores aos depósitos - e a restrição orçamentária que impedia o governo de bancar a diferença dos financiamentos subsidiados, o crédito rural ficou escasso.
A solução temporária foi liberar uma parte do compulsório - esses recursos que os bancos são obrigados a deixar no BC - para as operações ao agronegócio. Com a dificuldade de equalização por parte do Tesouro, o BB passou a oferecer linhas "mix" com recursos subsidiados e crédito com taxas de mercado. Segundo o BC, a taxa de mercado do crédito rural é de 18% ao ano, o dobro da praticada nas operações subsidiadas. (AE)

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