Curitiba - O Banco do Brasil (BB) vai prorrogar o pagamento das dívidas de investimento dos agricultores paranaenses para um ano após o vencimento final do financiamento. Com a medida todas as parcelas da dívida de investimentos com o banco poderão ser pagas até um ano após seu vencimento. O Banco do Brasil já havia dado o mesmo benefício em 2005. Então, como os agricultores vão pagar este ano as dívidas do ano passado, se não houvesse a prorrogação duas parcelas teriam que ser pagas juntas. Nenhuma medida para as dívidas de custeio foi anunciada ainda.
  Segundo o vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil, Ricardo Alves Conceição, as dívidas de agricultores que plantam algodão, arroz, soja, milho e trigo serão prorrogadas automaticamente. Nos outros casos os produtores rurais vão ter que negociar com o banco. A estimativa do Banco do Brasil é que cerca de 15 mil agricultores sejam beneficiados com a medida em todo o Estado. Conceição afirmou que não é possível estimar o tamanho da dívida que vai ser prorrogada porque são casos diversos. Ano passado o banco prorrogou dívidas no valor de R$ 2,5 bilhões entre custeio e investimento.
  Conceição anunciou também para este ano um teto maior para o Empréstimo do Governo Federal (EGF), quando o produtor retira o dinheiro no banco mas o produto continua sendo do agricultor. O produtor tem de três a seis meses para vender. Caso não consiga um preço bom, vende para o governo federal. ‘‘As medidas aliviam a sobrecarga dos produtores e o preço do mercado pode melhorar também com isso já que os agricultores não precisam vender a safra a qualquer preço para pagar as dívidas. Eles podem esperar o produto valorizar’’, acredita Conceição.
  O secretário do Estado da Agricultura, Newton Ribas, comemorou a decisão, principalmente porque o Paraná é o estado que mais toma crédito do Programa Nacional do Financiamento da Agricultura Familiar (Pronaf). Ao todo são 14 mil contratos no valor de R$ 494 milhões. ‘‘Dá mais um ano de tranqüilidade para os agricultores pelo menos’’, afirmou. Entrentato, Ribas ressaltou que ainda falta adotar medidas para resolver o problema da securitização e Pesa, sistemas de refinamento das dívidas dos agricultores de 10 anos atrás.

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