Brasília - O Banco do Brasil vai oferecer R$ 3,4 bilhões para os produtores agrícolas no mês de outubro, recursos previstos no orçamento do Plano Agrícola e Pecuário 2003/04, informou ontem o vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil, Ricardo Conceição. Até o final de outubro, a instituição terá liberado R$ 10 bilhões para a agricultura no atual ano-safra, que começou em julho, 70% a mais que em igual período do ano-agrícola anterior.
A liberação nos três primeiros meses do ano-agrícola - julho, agosto e setembro - somou R$ 6,6 bilhões, montante também 70% superior ao disponibilizado em igual período de 2002/03. ''Houve um aumento expressivo no ritmo de liberação de recursos. Cerca de 65% do dinheiro liberado foi para custeio e o restante foi para investimento e comercialização'', afirmou. Ele estimou que os produtores agrícolas do Estado do Sul demandaram 45% do total liberado até o final de setembro.
Conceição rebateu as críticas do Conselho de Segurança Alimentar (Consea) de lentidão na liberação de recursos para a agricultura familiar. ''De julho a setembro, em dinheiro, as liberações do Banco do Brasil para o Pronaf cresceram 45%, somando R$ 445 milhões'', afirmou. A comparação foi feita com base na liberação em igual período do ano-safra 2002/03.
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é destinado aos pequenos agricultores. A expectativa, acrescentou, é de maior liberação de recursos de meados de setembro a novembro, período de plantio da safra agrícola. As críticas à lentidão para liberação de recursos do plano de safra foram feitas em carta assinada pelo presidente do conselho e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho.

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