Brasília
O Banco do Brasil ofereceu ontem um abono de R$ 2.000 e garantia de emprego até 31 de agosto a seus empregados, na segunda audiência de conciliação realizada este mês no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para negociar a reivindicação dos empregados de um reajuste salarial de 10%. Desse abono seriam descontados R$ 500 já antecipados pelo banco.
Entretanto, os negociadores da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Contec), que representam os empregados do BB, não aceitaram a proposta e insistiram em garantia de emprego até o fim do ano e nos 10% de reajuste. Eles recordaram que, em setembro passado, última data-base dos bancários, os funcionários do BB não obtiveram qualquer reajuste, enquanto os demais bancários foram reajustados em 10%.
Sustentaram, ainda, que o Banco do Brasil vem apresentando lucro em seus balanços, lembrando que o resultado positivo de maio alcançou R$ 41,2 milhões. Portanto, na opinião deles, o BB já pode bancar o reajuste que alegou não ter condições de dar na data-base.
Como o ministro Almir Pazzianotto julgou que ainda há margem para negociação, marcou a próxima audiência de conciliação para o dia 14 de julho. A assessoria do tribunal esclareceu que, embora esta data caia no recesso do Judiciário, a audiência será presidida por um dos ministros do TST que permanecer em plantão em Brasília. Se na próxima reunião não houver acordo, o tribunal marcará data para julgamento do dissídio.

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