BB nega ter mudado regras de liberação de crédito ao agronegócio
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sexta-feira, 04 de março de 2016
Victor Martins<br>Agência Estado 
Brasília - Depois de queixas de entidades ligadas ao seguimento de insumos sobre os recursos para o pré-custeio da safra 2016/2017, o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Osmar Dias, decidiu abrir os dados da instituição. Em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, ele argumentou que as críticas são infundadas e garantiu que o BB não mudou as regras de liberação do crédito. Dias relatou que desde primeiro de fevereiro, quando a linha começou a operar, foram liberados R$ 636,2 milhões. Além disso, mais um total de R$ 1,8 bilhão está em processo de análise. "Mas esse processo é muito rápido, só para você ver como as pessoas não estão falando a verdade", afirmou.
Na última quarta-feira, o presidente da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), Henrique Mazotini, afirmou que os recursos estavam "sendo liberados a conta-gotas pelos bancos e não estão surtindo impacto na comercialização de insumos para a próxima safra". Na segunda quinzena de fevereiro, o vice-presidente da Associação dos Produtores de Milho e Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Enso Pozzobon, já havia declarado que produtores do Estado estavam encontrando dificuldades na liberação dos recursos porque as agências bancárias vinham exigindo mais garantias ante as demandadas no ano passado.
"Isso é desinformação", afirmou o vice-presidente do BB. "Se pegarmos 2014, o ano que todo mundo ficou satisfeito com o pré-custeio, houve um crescimento de 153,4% nas liberações, passando de R$ 251 milhões para R$ 636 milhões", calculou. O executivo relatou ainda que ouviu que as reclamações se concentravam mais no Centro-Oeste e, por isso, pediu levantamento para saber como a liberação do crédito estava divida entre os Estados. Nesse estudo, Goiás, o que mais pegou crédito, ficou com 20,2%; a lista segue com Mato Grosso (17,3%), Paraná (15,8%), Mato Grosso do Sul (13,1%) e Rio Grande do Sul (12,2%), sendo que o restante se divide pelas demais unidades da federação. "Exatamente onde se concentra o maior volume de desembolso para pré-custeio é que foi feita a reclamação", observou Dias.


