O Banco do Brasil vai disponibilizar R$ 800 milhões para as operações da safra agrícola no mês de agosto, informou o diretor de Crédito Rural, Ricardo Conceição. Em julho, o BB liberou R$ 500 milhões para iniciar os financiamentos da safra de grãos. Este mês, os produtores poderão pegar empréstimos não apenas para o custeio da safra mas também para a compra de máquinas e implementos agrícolas, cuja taxa de juros foi reduzida na semana passada de 14,5% ao ano para 11,95% ao ano.
Segundo Conceição, o BB só está aguardando a resolução do Banco Central para orientar as agências a aplicar nesta linha. A redução dos juros foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para uma linha de R$ 200 milhões do Finame do BNDES, que será repassada aos agentes financeiros.
O prazo para o pagamento das máquinas e implementos agrícolas é de cinco anos, com 18 meses de carência. Os recursos liberados pelo BB para as operações agrícolas em agosto incluem os financiamentos para o café.
Renegociação Os produtores rurais que não procuraram as agências do Banco do Brasil até sexta-feira para manifestar interesse na renegociação das dívidas do crédito rural superiores a R$ 200 mil serão considerados inadimplentes e as dívidas deverão ir para a Justiça, segundo o diretor do BB. Conceição disse que ainda não tem o balanço final das adesões ao Programa Especial de Saneamento de Ativos (PESA), mas acredita que a quantidade de operações nas agências foi muito grande.
‘‘Os que não compareceram, são os resistentes que ainda apostam que alguma coisa possa acontecer’’, avaliou o diretor. O PESA deu prazo de até 20 anos para o pagamento dos débitos, com juros anuais de 8% a 10%, desde que o produtor pague 10,37% do valor da dívida para a compra de Título do Tesouro Nacional.
Os argumentos do setor de que muitos produtores não teriam o recurso necessário para fazer a renegociação não convencem o diretor do BB. Conceição lembra que o Conselho Monetário Nacional aprovou o prazo final de 2 de novembro para a formalização das negociações exatamente para contemplar aqueles produtores que não tiveram como vender sua safra ou que têm receita no segundo semestre. ‘‘Não dá é para jogar o prazo total para dia 2 de novembro porque haveria acúmulo de operações em Brasília’’, afirmou.

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